Moradores do Conjunto Marinoni, no bairro Tanguá, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, estão preocupados com a falta de sinalização em algumas vias da região.

Na esquina das ruas Luiz Fidélix e Tereza dos Santos Rocha, os acidentes são comuns e os veículos não param no cruzamento. Não há no local sinalizações verticais (placas) nem horizontais (pinturas no asfalto).

Segundo os moradores, elas nunca existiram. Em meia hora no local, a reportagem de O Estado presenciou quatro carros e uma moto passando direto no cruzamento. Outros dois veículos quase se envolveram em um acidente.

No dia 19 de dezembro de 2010, três pessoas ficaram feridas em um acidente que envolveu dois carros naquele local. O representante comercial Cleweson Wiggers mora há cinco anos em uma casa na esquina das duas ruas.

Ele quase foi atingido por um dos veículos que se chocaram no final do ano passado. Wiggers estava cortando a grama em frente de casa quando aconteceu a colisão. “Ninguém respeita, os carros passam direto”, comenta.

Os moradores temem que haja vítimas fatais no local caso nada seja feito. O comerciário José Fortunato Rodrigues, que mora há dois anos na Rua Luiz Fidélix, conta que outros acidentes já aconteceram na esquina, incluindo o atropelamento de uma criança. “Aqui nunca teve sinalização. Não dá para deixar as crianças brincarem na rua. Por sorte não aconteceu uma morte aqui”, afirma.

De acordo com a professora Dione Velozo, moradores de outros conjuntos passam pelas ruas do Marinoni para cortar caminho em direção a Curitiba, especialmente com o bloqueio de parte da Rua Fredolin Wolf, que está em obras. “Não existe nem uma faixa de pedestres aqui”, reclama.

Vandalismo

O secretário municipal de Obras de Almirante Tamandaré, Dilaor Machado, informou que a sinalização indicando via preferencial será colocada nas ruas. Ele acredita que o serviço deve ser realizado entre 30 e 40 dias.

Mas o secretário ressaltou que a Prefeitura enfrenta problemas de vandalismo na região. Ele comunicou que placas colocadas na Rua Affonso Mathuzcewski – a principal do Conjunto Marinoni e próxima da esquina onde há reclamação dos moradores – foram arrancadas.