Foto: Anderson Tozato

Ney Leprevost: debate.

Os hospitais psiquiátricos conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS) encontram-se em iminente risco de suspensão de atendimento à população paranaense carente.

A informação é do deputado estadual Ney Leprevost, que ontem, na Assembléia Legislativa em Curitiba, presidiu um debate sobre o assunto, a pedido da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar).

Segundo o presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria, Marco Antônio Bessa, que no evento também representou o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), a assistência psiquiátrica é precária não só nos municípios paranaenses, mas em todo o Brasil. Isso se deve principalmente à falta de verbas para a realização de investimentos.

?As verbas para atendimento psiquiátrico são insignificantes. Há um descompasso entre as necessidades desse serviço de saúde e o que é investido. Os valores repassados pelo SUS não cobrem os custos de internamento de pacientes. Além disso, faltam vagas nos hospitais psiquiátricos e profissionais de psiquiatria?, afirmou.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que deve haver um leito psiquiátrico para cada mil habitantes. Curitiba, de acordo com a Fehospar, tem 421 leitos. Pelos parâmetros da OMS, necessita de mais 1.279. Nas demais cidades do Paraná, são 2.023 leitos, número também considerado abaixo do apontado como ideal.

?Nos últimos cinco anos, vários hospitais psiquiátricos foram fechados no Paraná, incluindo estabelecimentos em São José dos Pinhais, Ponta Grossa e Cascavel. Quem mais sofre com isso é a população de baixa renda?, disse o diretor de psiquiatria do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde no  Paraná (Sindipar), Osmar Ratske.