A Copel alerta sobre os riscos para quem faz os chamados “gatos” na rede elétrica. Fios sem a cobertura correta podem causar choques e até levar à morte. Já houve casos de acidentes com pessoas que encostaram nos fios sem o isolamento adequado. Dados da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) indicam que 60 mortes ocorreram por contato com linhas clandestinas em 2011, em todo o País.

O gato é considerado furto qualificado e a pessoa flagrada cometendo este crime pode responder inquérito policial. A Copel faz operações para eliminar os gatos, principalmente pela questão de segurança. Mas a ligação irregular também causa impacto na produção da empresa, que vê parte da energia ser “roubada”. Em alguns casos, as equipes da Copel vão até os locais onde os gatos foram identificados com o acompanhamento da Polícia Militar, para evitar transtornos.

Regularização

Na semana passada, operação como esta foi realizada no Guarituba, em Piraquara. Os funcionários da companhia desligaram diversos gatos com a supervisão de policiais militares. Nos dias seguintes, houve procura maior pela regularização dos pontos de energia na agência da Copel na região. “Na redondeza, quem estava irregular, procurou a agência da Copel”, explica Antônio Jorge Gabriel da Silva, gerente da divisão de inspeção Leste (Curitiba, região metropolitana e litoral) da Copel.

População paga a conta

As denúncias de gato podem ser direcionadas para a empresa por meio do telefone 0800-5100-116 ou agências próprias. A Copel mantém equipe de fiscalização para os gatos, que são mais evidentes nas redes elétricas. Há fiscalização também sobre a fraude, na qual o medidor é adulterado. “O furto de energia acontece predominantemente em áreas mais carentes. A fraude já é algo mais técnico e atinge as áreas residencial, comercial e industrial”, comenta Silva. Ele lembra que as duas ações ilegais têm impactos na tarifa e os prejuízos são custeados por todos os consumidores com ligações regulares na rede de energia.