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Paraná

Depende da Copa

Construção Civil prevê crescimento de 4% em 2014

Mas isso só ocorrerá após as determinadas obras saírem do papel

  • Por Magaléa Mazziotti

A conclusão das obras de mobilidade previstas para a Copa do Mundo e os empreendimentos que ficarão prontos depois do evento, como o metrô em Curitiba, serão determinantes para o desempenho da construção civil no Paraná em 2014. Se o Brasil “concluir seus puxadinhos da Copa”, como definiu o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR), Normando Baú, a projeção é de crescimento de 4%, o dobro do que as empresas acreditam alcançar neste ano. E se o cenário for confirmado, a intenção das 294 empresas entrevistadas pela sondagem da entidade é de aumentar em 19,7% as contratações de mão de obra.

Baú admite que o cenário está condicionado a diversos fatores. “Se o metrô não acontecer, muda a previsão”. Isso porque a outra ponta que movimenta o setor, dos lançamentos imobiliários, atingiu um ponto de equilíbrio. “Foi um ano de entrega de imóveis e de acomodação entre oferta e demanda”, acrescenta o segundo vice-presidente administrativo do Sinduscon-PR, Euclésio Manoel Finatti.

Os dados do balanço divulgado ontem dão conta de uma inversão na tendência de liberação da área para a construção. “Está reduzindo a oferta e as incorporadoras de fora, que vieram aproveitar o boom do mercado, estão liquidando seus estoques por conta do fechamento de balanços e para encerrar as operações aqui, mas isso não afeta o preço como um todo. Enquanto os níveis de crédito e renda estiverem preservados, os imóveis seguirão registrando valorizações modestas, entre 10% e 15% por ano”, aponta o presidente do Sinduscon-PR. “O aumento do custo da construção civil, principalmente mão de obra e terrenos, impede que o preço do imóvel corra o risco de uma desvalorização significativa”, destaca.

Segundo o Sinduscon-PR, em dez anos, a renda média do trabalhador do setor passou de R$ 661,00 para R$ 1.628,72, o que significa aumento de 146%. Além da burocracia que retarda os investimentos, inflação e juros altos são considerados as principais ameaças para os próximos anos.

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