Foto: Cíciro Back/O Estado

Congresso: novas técnicas.

Formas de reduzir o sofrimento, o tempo de recuperação e as cicatrizes deixadas por uma cirurgia plástica estão sendo discutidas, desde ontem, no Hotel Bourbon, em Curitiba. O Congresso Brasileiro de Videoendoscopia em Cirurgia Plástica e de Procedimentos Mínimos Invasivos está debatendo, até amanhã, novas técnicas para tornar tais cirurgias mais rápidas, mais seguras e menos traumáticas.

?Temos que lembrar que 50% das operações plásticas realizadas no Brasil são reparatórias. O trauma de uma vítima de câncer que tem de reconstruir uma mama, ou de um queimado que tem de fazer uma cirurgia de face já são enormes. Se pudermos reduzir e esconder as cicatrizes e diminuir o tempo de recuperação, reduziremos, conseqüentemente, esse sofrimento?, argumentou a presidente do congresso Ana Zulmira Diniz Badim. ?O Brasil já é mundialmente conhecido pelas cirurgias estéticas. Somos os melhores do mundo em implantes de mama, lipoaspiração, entre outros procedimentos, precisamos utilizar essa capacidade também nas cirurgias reparadoras?, acrescentou.

As cirurgias reparadoras têm por finalidade corrigir várias formas de mutilação, tumores, doenças genéticas ou traumas, através de procedimentos que não agridem o paciente, exigem pouco tempo de internação e, por isso, reduzem os riscos de infecção hospitalar.

Ana explicou que, com a utilização da videoendoscopia, equipamento de vídeo que é inserido ao organismo e produz uma imagem até 8 vezes maior que a real, já é possível fazer cirurgia de face com três pequenas incisões no couro cabeludo, ou reconstruir uma mama a partir de um corte na axila. ?Além de a cicatriz ficar escondida, na cirurgia de mama, por exemplo, a paciente já poderá sair dirigindo?, comentou.

Campanha

Durante o evento, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) também está lançando a campanha educativa ?Primeira Consulta?, cujo objetivo é orientar a população que, o sucesso de todo o tratamento depende da conversa inicial com o médico. A SBCP orienta que, além de se informar sobre as competências do médico, é fundamental que o paciente use a primeira consulta para se informar sobre os riscos, resultados e cuidados que deve tomar durante o tratamento, cabendo ao médico prestar todas essas informações e, ainda, instruir sobre a possibilidade de algum tratamento alternativo à cirurgia.