O trabalho foi desenvolvido por
89 mil alunos do ensino fundamental.

Levantar os principais problemas e apontar soluções para uma Curitiba melhor. Esse foi o objetivo de um trabalho desenvolvido por 89 mil alunos – do ensino fundamental, médio e educação especial – de 167 escolas da capital. Os principais temas apontados pelos alunos serão discutidos durante a Conferência da Cidade, que acontece de 29 de março a quatro de abril, em Curitiba. O lançamento da conferência aconteceu ontem, na Biblioteca Pública do Paraná.

Segundo um dos integrantes do Movimento Curitiba Bem Melhor – promotor do evento -, Doático Santos, a idéia de envolver os estudantes foi para despertar neles a necessidade de participação da sociedade para a construção de uma cidade melhor para todos. “Eles trouxeram idéias e sugestões que agora vamos discutir com movimentos sociais e órgãos públicos, a melhor forma de resolver os problemas da cidade”, disse.

A abertura da conferência acontece dia 29, às 10h, na Sociedade Thalia (sede da rua Comendador Araújo), e os debates serão realizados de 31 de março a quatro de abril no Auditório da Biblioteca Pública. Entre os temas que serão discutidos estão a segurança pública, desenvolvimento urbano, geração de emprego e renda, educação, saúde, transporte coletivo, moradia e meio ambiente.

Durante a abertura do evento será lançado programa Fome Zero na capital, que integrará Curitiba nas ações nacionais para reduzir a fome no Brasil. Segundo Doático Santos, a população poderá colaborar com a campanha através de um desconto mensal, de R$ 1,00 a R$ 30,00, na fatura de energia elétrica. “Todos os consumidores da Copel irão receber um formulário, através do qual podem autorizar o desconto na conta de luz”, explicou. A expectativa é de uma adesão de cem mil consumidores.

A chefe do Núcleo Regional de Educação de Curitiba, Sheila Marize Toledo Pereira, explicou que o trabalho também envolveu os pais e a escola. “Eles levaram uma ficha para casa e com a ajuda dos pais, pesquisaram problemas e alternativas. Já na escola, com os professores e diretores, os estudantes discutiram como as propostas poderiam se implantadas”, disse. As cinqüenta melhores propostas serão reunidas em um documento único, a Carta de Curitiba, que será encaminhado aos órgãos públicos.