Condições precárias em CMUMs na capital geram denúncias

O Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) encaminhou ao Ministério Público do Trabalho as denúncias de profissionais sobre as condições precárias de trabalho na área de saúde. O problema da falta de médicos nos Centros Municipais de Urgências Médicas (CMUMs) foi mostrado na edição de terça-feira da Tribuna. Segundo o sindicato, a falta de médicos sobrecarrega os poucos profissionais nas unidades, expostos à indignação da população, o que muitas vezes resulta em violência.

Embora o superintendente do Sistema de Urgências e Emergências de Curitiba, Matheos Chomatas, tenha explicado que a falta de profissionais se deve ao momento de transição na saúde pública municipal, a urgência da situação preocupa médicos e pacientes que dependem do serviço. Antes eram os hospitais universitários que cuidavam dos centros e desde que a responsabilidade foi transferida para a Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde (Feaes), o preenchimento do quadro de médicos ainda não foi normalizado.

Salários

O motivo, segundo a diretora do Simepar, Claudia Paola Carrasco Aguilar, são as condições de trabalho e os salários pagos pela Feaes, pouco atraentes para os médicos em relação ao mercado de trabalho. “Eles estão dentro da lei, mas oferecem salário muito baixo: R$ 45 a hora bruta. Se os profissionais forem trabalhar em qualquer outro lugar, ganham mais”, explica. Além disso, a diretora comenta que aqueles médicos que já trabalhavam nas unidades 24 horas recebiam mais quando havia o convênio com os hospitais universitários, porque os benefícios e encargos compensavam. A expectativa, segundo Matheos Chomatas, é que mais 100 profissionais sejam contratados neste mês para resolver o problema de uma vez.

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