Diretoria, professores e pais de alunos do Colégio Estadual Professora Rosilda de Souza Oliveira, no bairro Guarituba, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), fizeram diversas visitas na tarde de segunda-feira às autoridades governamentais para expor os problemas dos arrombamentos e a falta de segurança na escola. No último sábado, aconteceu a décima invasão em três meses, quando foram destruídos alguns documentos e dependências (cozinha, sala dos professores, sala da supervisão e biblioteca) do colégio.

Somente hoje as aulas serão retomadas normalmente. Segunda-feira e ontem foram dias de limpeza e contabilização dos prejuízos. Para a direção da escola, o maior problema do último arrombamento foi a sujeira deixada pelos vândalos. As paredes e portas das salas vão precisar de pintura. Material didático, armários e lâmpadas de emergências foram danificados, mas a escola não soube determinar qual foi o valor do prejuízo.

Segundo o diretor do colégio, Sérgio Roberto Antunes, as negociações com o Núcleo Regional de Educação resultaram na contratação de um caseiro, que vai morar no local para cuidar do patrimônio público. As reivindicações sobre as grades nas janelas e alarmes ainda não foram atendidas devido à demora do repasse das verbas do governo para a Secretaria de Estado da Educação.

Nas negociações com a Polícia Militar, Antunes conseguiu intensificar as visitas da Patrulha Escolar, auxílio na investigação do uso de drogas dentro do colégio e um atendimento mais eficaz por parte da polícia. “A gente sabe que é difícil solucionar um caso de segurança pública, mas esperamos que melhore um pouco a partir de agora”, comenta o diretor.

Além dessas medidas, a escola vai promover hoje, com todos os 900 alunos, atividades especiais abordando o combate à violência e a importância de preservar o patrimônio da escola.