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Comunicação globalizada marca guerras no Golfo

  • Por Lawrence Manoel

Os olhos do mundo novamente voltam-se ao Oriente Médio. A invasão anglo-americana ao Iraque faz humanidade lembrar da Guerra do Golfo, travada há doze anos pelo mesmo Saddam Hussein e por George Bush, pai do atual presidente americano, George W. Bush. Aquele conflito foi marcado, principalmente no Ocidente, pela cobertura ao vivo que as principais redes de comunicação fizeram. Anteontem, em Londrina, a afiliada brasileira da rede de comunicação inglesa BBC, a BBC Brasil, realizou um debate sobre a comunicação globalizada. Na sede da Universidade Estadual de Londrina (UEL) participaram estudantes de comunicação da própria cidade, de Maringá e de Presidente Prudente(SP).

Os debatedores foram a professora Flávia Bespalhok, da UEL, o coordenador do curso de Comunicação do Cesumar, Alberto Klein, o chefe de redação da Folha de Londrina, Válter Ogama e o editor-chefe da BBC Brasil, Rogério Simões.

Simões delimitou alguns pontos básicos e principais utilizados pela rede BBC em todo o mundo, principalmente na cobertura de eventos como uma guerra. Um dos pontos é, sempre que possível, ter um repórter no local do fato. Não se valer de informações de terceiros. As informações de agências de notícias são usadas apenas quando mais de uma agência, com credibilidade, a dá. Outro ponto destacado é buscar pontos de vista de ambos os lados do conflito. A cobertura desta guerra terá uma peculiaridade em relação à outra, além das imagens e informações passadas pelas redes de comunicação do Ocidente, a rede Al-Jazeera, do Catar, também está preparada para ceder material para todo o mundo.

“Nesta cobertura, além da BBC mundial, temos dois repórteres, um no Kuwait e outro na cidade do Cairo, para contextualizar os acontecimentos à realidade brasileira”, contou, destacando que além do preparo jornalístico, os enviados especiais receberam treinamento para agir em caso de bombardeios com armas químicas ou radiotativas.

Simões destacou que a imparcialidade no repasse das notícias é fundamental. “Na BBC nos referimos a Saddam Hussein como presidente e não ditador iraquiano. No momento em que é dada a notícia podemos contestar a forma como ele chegou ao poder. Caso contrário também teríamos que contestar o conturbado pleito eleitoral que levou Bush à Casa Branca”, explicou.

Espetáculo

Alberto Klein salientou o fato da transmissão ao vivo da guerra ter gerado uma desumanização das pessoas, principalmente no Ocidente. O espetáculo das luzes cruzando o céu de Bagdá passou a ser um grande show, um videogame, onde as pessoas acabam esquecendo que são vidas sendo tiradas naquele momento. “Felizmente este processo não é irreversível”, afirmou.

BBC atua no Brasil desde 38

A BBC é uma rede de comunicação mantida pelo governo britânico. Há 70 anos foi criado o Serviço Mundial da BBC, que atua em 43 países. No Brasil a BBC atua desde 1938.

A BBC Brasil está realizando um concurso para estudantes de jornalismo, que poderão enviar matérias para a emissora. A melhor delas será publicada no site e o vencedor ganhará uma viagem de 15 dias em Londres para conhecer o serviço da BBC.

BBC Brasil no PR

No Paraná, a programação da BBC Brasil, gerada em Londres via satélite digital, é retransmitida pela Clube AM, em Curitiba, pela Universitária FM de Maringá, pela UEL FM e pela Universitária Entre Rios FM/Rede Rock Guarapuava.

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