O grupo que estuda soluções para a destinação do entulho produzidos pela construção civil em Londrina reuniu-se ontem de manhã, no auditório da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), e estabeleceu uma pauta de trabalho a ser cumprida nos próximos 90 dias. Durante este período cada entidade vai mapear informações que serão apresentadas em um seminário, proposto, inicialmente, para os dias 21 e 22 de novembro. O grupo volta a se reunir no dia 2 de setembro, às 8h30 na CMTU, para apresentar os primeiros resultados deste mapeamento.

Coube ao Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) e ao Clube de Engenharia e Arquitetura realizar um completo levantamento do volume de entulho produzido no município. Também terão a responsabilidade de propor metodologias para separação dos diversos materiais produzidos na indústria da construção civil. A Associação dos Caçambeiros deve colaborar preparando relatório sobre a situação do setor. Serão apurados desde quesitos de segurança, conservação, localização, materiais recolhidos até aspectos históricos e econômicos desta atividade.

Os carroceiros, espalhados principalmente pela periferia e que representam o setor informal envolvido no recolhimento e destinação do entulho, são outra preocupação do grupo. Esse trabalho tem provocado queixas e gerado problemas ao meio ambiente, sobretudo aos fundos de vale. Dados extra-oficiais apontam que para as cerca de seiscentas toneladas por dia de entulho coletado pelas empresas de recolhimento, outras setenta toneladas são coletadas pelos carroceiros e depositadas irregularmente.

Durante a reunião de ontem ficou definido que a Secretaria do Ambiente (Sema), em conjunto com a Secretaria de Ação Social, deverá apurar o número de carroceiros que trabalham com transporte no município e apresentar uma análise da sua condição sócio-econômica, além de perspectivas no mercado informal e formal.

Locais de despejo

Outro levantamento importante, e que caberá à CMTU, são os possíveis locais a serem utilizados para depósito do entulho coletado que deverão levar em conta o volume distribuído por regiões da cidade. Como o funcionamento da Central de Moagem foi embargado pela Promotoria do Ambiente por não realizar a separação do lixo orgânico, os dois locais hoje utilizados são o aterro sanitário e a pedreira do jardim Marabá (região leste). Após essas definições,o grupo de trabalho deverá propor uma campanha educativa, multidisciplinar, para orientar a população sobre a não utilização das caçambas para outro lixo que não o entulho.

Todas essas questões são previstas na resolução nº 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), e servirão de base para a implantação, pelo município, do chamado “selo verde”, exigência básica para fornecimento de alvará para a atividade de recolhimento de entulho (caçambeiros) no município.

O presidente da CMTU, Wilson Sella, e o secretario do Meio Ambiente, João Mendonça, marcaram para esta amanhã (dia 14) uma visita ao promotor do Meio Ambiente, Cláudio Esteves, quando deverão tratar de várias questões relacionadas ao setor entre as quais a interdição da Central de Moagem. Sella disse que as ações que vêm sendo adotadas no município com relação ao meio ambiente, como a reciclagem de lixo, a definição do futuro aterro sanitário e a destinação do entulho da construção civil, entre outras, facilitarão a parceria com órgãos do setor, como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a promotoria do Meio Ambiente, para um avanço na qualidade de vida dos londrinenses.