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Nas próximas semanas,
duas novas discussões.

Aconteceu ontem, no auditório da Urbs, em Curitiba, a primeira reunião da Comissão de Estudos da Tarifa, que tem como objetivo analisar todos os itens que compõem a planilha de cálculo do valor da passagem de ônibus na capital. A comissão foi criada na última semana pelo prefeito Beto Richa.

Na primeira reunião, a Urbs procurou fazer com que as pessoas presentes conhecessem melhor sua estrutura, sistema de fiscalização, controle e funcionamento. Apenas a partir do segundo encontro, que deve acontecer nas próximas duas semanas, deve-se fazer um estudo específico da planilha de cálculo.

"Essa explicação do funcionamento da Urbs é bastante importante para que, nas próximas reuniões, possamos esmiuçar cada item que compõe a tarifa e levar à população informações de forma transparente", comentou o presidente da Câmara Municipal de Curitiba e um dos integrantes da comissão, João Cláudio Derosso.

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Segundo o presidente da Urbs, Paulo Schmidt, que está à frente das reuniões, a composição da planilha foi feita com base legal de 1990. De lá para cá, muitas coisas mudaram e precisam ser revistas. "Em 1990, a grande preocupação era a inflação. Atualmente, acreditamos que alguns paradigmas existentes devem ser mudados", afirmou.

Paulo não nega que a data-base dos motoristas e cobradores de ônibus – que é primeiro de fevereiro, mas foi prorrogada para primeiro de março em função dos trabalhos da comissão – possa vir a gerar aumento da tarifa. "A data-base onera a tarifa, mas o aumento vai depender de estudos que vão ser feitos e da capacidade do sistema. Se houver aumento do uso do transporte coletivo, por exemplo, o reajuste dado aos trabalhadores pode vir a ser compensado."

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O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sindimoc), Denilson Pires, afirmou que a prorrogação da data-base não atende à expectativa da massa de trabalhadores, mas que o sindicato vê com bons olhos os trabalhos da comissão, e espera que eles venham contribuir para que o transporte coletivo de Curitiba se mantenha vivo. "Urbs e Comec (Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba) nos garantiram a reposição de 100% do INPC – que deve girar entre 8,5% e 10% – e a manutenção de benefícios como auxílio funeral, assistência médica e seis horas de trabalho", declarou.