O Colégio Estadual Presidente Kennedy, em Maringá, noroeste do Estado, tem 45 anos e está há 25 anos sem manutenção. Na quarta-feira, duas turmas foram dispensadas, pois não havia condições de abrigar os alunos da forte chuva que atingiu a cidade em função das goteiras e infiltrações. Homens do Corpo de Bombeiros foram chamados para avaliar a situação do prédio e um laudo fica pronto na terça-feira.

O colégio tem 960 alunos dos ensinos fundamental e médio. O diretor Anísio Osmani afirma que está difícil trabalhar por causa das infiltrações. Osmani diz que, quando chove, tem que remanejar os alunos para o salão de festa, para a biblioteca ou para a quadra de esportes. O diretor reclama que a forração de madeira está podre e cheia de buracos. O madeiramento da cobertura está velho e precisa ser trocado.

“A situação do colégio está insustentável”, define. Segundo ele, duas gestões anteriores já solicitaram a reforma e não houve retorno da Secretaria de Estado da Educação (Seed). O diretor diz que a Seed prometeu uma verba de R$ 100 mil para as obras emergenciais, mas, para Osmani, a burocracia do Estado atrapalha.

O outro lado

A chefe do Núcleo Regional de Educação de Maringá, Adelaide Colombari, defende que a Seed está se empenhando no projeto de reforma do colégio. “O colégio precisa de uma reforma geral. As chuvas fortes dos últimos dias agrediram muito a estrutura”, admite.

Ela relata que o muro precisa de reparos, a grade caiu e a situação do telhado é considerada caso de emergência. Adelaide comenta que chegou a ser aberto um processo licitatório para as reformas do telhado, apenas, que demanda mais urgência.

Mas o superintendente de Desenvolvimento Educacional da Seed, Luciano Newes, afirma que a licitação citada pela chefe do núcleo está sub judice e que, dessa forma, levaria meses para ser concluída.

Por isso, segundo ele, uma verba de R$ 99,5 mil foi liberada em caráter de emergência para as obras. O superintendente garante que dentro de 30 dias as intervenções começam.

A Defesa Civil de Maringá informa que uma vistoria no colégio também foi realizada pelo engenheiro da Secretaria de Obras Públicas do Paraná, Paulo Takahid. O parecer confirma a necessidade de reformas.