A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) enviou uma nota de esclarecimento ao Paraná Online sobre a matéria “Troca desigual”, publicada ontem, que relatou o drama das famílias que estão sendo realocadas das casas construídas há cerca de 20 anos na Vila Ulisses Guimarães, no Pinheirinho, para moradias populares bem menores, em outros bairros.

Segundo a Cohab, “nenhuma das famílias desta ou de qualquer outra área de intervenção da Cohab é obrigada a aderir aos projetos propostos, ou são retirados à força, como diz um dos moradores na reportagem. No caso da Vila Ulisses Guimarães, a companhia ofereceu casas populares de até três quartos no Moradias Jandaia, no Ganchinho, para as famílias mais numerosas e sobrados de dois quartos no Moradias Castanheira, no CIC, para famílias menores”.
A Cohab confirma que houve resistência por parte de alguns moradores, “pelo fato de terem investido durante anos na construção de moradias no local irregular”, mas ressalta que “estes não estão sendo obrigados a sair, porém os que decidirem permanecer, no futuro sofrerão ação de reintegração de posse, para que a prefeitura possa realizar no local as obras de drenagem para combater enchentes que ocorrem na região e a recuperação ambiental da área degradada pela ocupação indevida”.

De acordo com a companhia, o projeto para reassentar famílias em situação de risco na bacia do Ribeirão dos Padilha é uma medida para benefício das próprias famílias, que sofrem com as enchentes. Como eles residem em área de proteção permanente, a legislação ambiental proíbe sua permanência no local.

Mais 1 milhão

A presidente Dilma Rousseff disse ontem, durante a entrega da milionésima unidade do Minha Casa Minha Vida, que estão contratadas mais um milhão de casas a serem construídas. Segundo Dilma, será atingida, até 2014, a meta de 3,4 milhões de moradias.