Cocos deixados na praia e que antes tinham como único destino o aterro sanitário estão sendo utilizados em hortas comunitárias no município de Matinhos, no litoral do Estado. O produto é recolhido dos balneários e levado para um depósito. Posteriormente, passa por processos de transformação.

A fruta é cortada ao meio e, dessa forma, passa a servir de vaso para o cultivo de plantas, como pés de morango, alface, salsa, cebolinha e outras hortaliças. Para a confecção do vaso, a casca do coco pode ou não passar por tratamento. O que não é utilizado é transformado em adubo orgânico.

“O coco sempre foi um problema nas praias de Matinhos, causando grandes impactos ambientais na areia e sobrecarregando o aterro sanitário. Na baixa temporada, cerca de três mil cocos vão para o lixo.

Como cada coco pesa cerca de um quilo, são geradas despesas de cerca de R$ 210 (R$ 70 por tonelada) com aterro sanitário. Nos meses de verão, quando Matinhos recebe cerca de 500 mil veranistas, o consumo sobe para 60 mil cocos (uma média de três mil ao dia)”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Sérgio Luiz Cioli.

O projeto, de acordo com o secretário, ainda é considerado piloto. Porém, já está gerando emprego e renda para oito pessoas carentes da comunidade de Mangue Seco. Desde que a atividade começou a ser executada, há três meses, cerca de dez mil cocos já receberam nova destinação.

“A intenção é que, no futuro, também possamos receber coco de Pontal do Paraná e de Matinhos e que outras pessoas passem a obter renda da atividade”, comenta.

Também no futuro, a intenção de Cioli é de que o coco seja aproveitado para confecção de produtos artesanais, como bijuterias. Para isso, o município precisa adquirir equipamentos para separar a fibra da casca da fruta, triturador e prensa.