Cobertura florestal pode gerar renda a empresário

A fixação do carbono (absorção pelas árvores do gás carbônico na fotossíntese, liberando oxigênio) pode gerar rendimentos ao empresariado. Quem garante é o engenheiro florestal Rafaelo Balbinot, um dos organizadores do 1.º Simpósio Latino-Americano sobre Fixação de Carbono em Ecossistemas Florestais, promovido ontem, em Curitiba.

Cerca de 250 pessoas, entre engenheiros florestais, diretores de empresas florestais, advogados, ONGs e representantes do Ministério Público participaram do evento, promovido pelo Centro de Ciências Florestais e da Madeira da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O simpósio teve como objetivo discutir a fixação de carbono em ecossistemas florestais, apresentando as diretrizes previstas no Protocolo de Quioto para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa.

Segundo Rafaelo Balbinot, empresários bem orientados podem obter renda com o aumento da cobertura florestal do Estado, pois, além de reduzir a concentração do gás carbônico ? um dos responsáveis pelo efeito estufa, que resulta no aquecimento global do planeta ?, as florestas representam uma alternativa de energia. O Paraná não tem um inventário atualizado sobre a cobertura florestal, mas no Rio Grande do Sul, onde há inventário, a cobertura é de 11%. Sabe-se que no Paraná o percentual é maior.

De acordo com o coordenador do evento, engenheiro florestal Carlos Roberto Sanquetta, no Brasil, a UFPR, por meio do curso de Engenharia Florestal, vem se tornando referência em estudos de carbono em ecossistemas florestais, com pesquisas relevantes sobre o papel das florestas brasileiras na fixação de carbono. “O Laboratório de Inventário Florestal, participante do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração, financiando pelo CNPq, vem desenvolvendo estudos de carbono em florestas brasileiras, especialmente para as espécies mais importantes no Sul do Brasil, como a Araucária angustifolia, Pinus ssp., Mimosa scabrella entre muitas outras”, conta.

Durante o evento foi lançado o livro As florestas e o carbono, dos editores Carlos Roberto Sanquetta, coordenador do evento, Luciano Farinha Watzlawick, Rafaelo Balbinot, Marco Aurélio Ziliotto e Fernando dos Santos Gomes, que além de abordar metodologias, representa um apanhado atual de conhecimento e experiências sobre a importância do carbono fixado nos ecossistemas florestais.

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