Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que neste ano 400 mil novos casos da doença serão diagnosticados no Brasil. Além disso, 130 mil pessoas deverão morrer em conseqüência do câncer, que é a segunda patologia que mais mata no País ? atrás das doenças cardiovasculares. O Ministério da Saúde vem investindo na prevenção e diagnóstico precoce. No tratamento, só em 2001, foram aplicados R$ 660 milhões.

Curitiba é considerada hoje uma referência no tratamento do câncer, e recebe diariamente pacientes vindos de diversas regiões do País. Só em outubro de 2002, das 63 mil sessões de radioterapia feitas no Paraná, 31 mil foram feitas nos hospitais da capital. Atualmente, apenas dois hospitais de Curitiba ? Nossa Senhora das Graças e Erasto Gaertner ? oferecem sessões de radioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que acaba provocando uma demanda reprimida.

Uma alternativa para reduzir esse problema seria o credenciamento pelo SUS de clínicas particulares. Quem afirma é o chefe do Serviço de Cancerologia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e oncologista do corpo clínico do Instituto de Radioterapia e Quimioterapia da Inter Rad, João Carlos Simões. Segundo ele, o instituto atende mensalmente a trezentos pacientes do SUS com quimioterapia ambulatorial, e tem condições de atender esse mesmo número de pacientes com radioterapia. Porém, para isso, depende da liberação de cotas por parte do Ministério da Saúde. “Já preenchemos todos os requisitos necessários para conseguir esse credenciamento, mas até agora não conseguimos a liberação das cotas”, disse. Quando isso acontecer, completa o oncologista, o instituto terá condições de completar o ciclo do tratamento da doença, desafogando os dois hospitais da cidade e dando mais oportunidade aos pacientes de agilizar o processo de cura.