O processo de realização de cirurgias plásticas no Brasil poderá ser mais criterioso e seguro para os pacientes no futuro. O tema foi discutido ontem, durante a 26.º Jornada Sul Brasileira de Cirurgia Plástica, realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) em Curitiba. Segundo a entidade, apenas em 2009 foram feitas mais de 400 mil cirurgias plásticas em todo o Brasil.

De acordo com o presidente nacional da SBCP, Sebastião Nelson Edy Guerra, é preciso uma reciclagem em alguns princípios dos cirurgiões. “Queremos ser mais criteriosos na formação de novos cirurgiões, bem como na reciclagem de alguns pontos daqueles profissionais que já trabalham. Além disso, nossa intenção com o fórum é implantar questões como as condições das clinicas que oferecem cirurgias plásticas e a seleção de cirurgias indicadas para determinados pacientes”, diz o presidente. Ele destaca ainda o cuidado com o tempo das cirurgias e a amplitude das lipoaspirações realizadas por membros da SBCP. “Devemos orientar quais procedimentos são indicados para a pessoa interessada em mudar algo em seu corpo”, ressalta.

Para o presidente da regional do Paraná da SBCP, Cesar Antonio Ribas Milléo, até o final do ano deverá ser criado uma espécie de lista de checagem. “Nessa lista todos os quesitos deverão estar preenchidos para que aconteça a operação. Isso permitirá que o local da cirurgia esteja completo, o que irá garantir ainda mais a segurança do paciente. Com a lista preenchida o ambiente cirúrgico contará com aparelhamento completo caso aconteça algum imprevisto durante a operação”, declara.

Em Curitiba, durante o mutirão realizado pela SBCP na última semana, foram feitos gratuitamente 36 processos cirúrgicos que corrigiram deformidades congênitas e adquiridas dos participantes. “No mutirão deixamos de lidar com a parte cientifica da cirurgia plástica, focando assim na contribuição social”, afirma Guerra. Em Curitiba quatro hospitais participaram do mutirão: Cajuru, Trabalhador, Evangélico e Hospital de Clínicas.