O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) confirmou na tarde desta terça-feira (23) que um terremoto foi registrado em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O abalo sísmico foi classificado com a magnitude de 2,5 na escala Richter (que vai até 9), por volta das 4h30 da madrugada.

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De acordo com o técnico em sismologia José Roberto Barbosa, da USP, o evento foi registrado após vários moradores da cidade relatarem um tremor. “Nós temos um aplicativo e recebemos diversos relatos da região de tremores durante a madrugada. Fomos checar os nossos dados e confirmamos a atividade”, relata Barbosa.

O técnico faz questão de destacar que a atividade é algo singular. “Quando ocorrem esses tremores de terras eles veem sozinhos. É uma ocorrência com relação a movimentação das placas tectônicas,  que cria uma tensão em algumas regiões, resultando nesses pequenos tremores.

Essa não foi a primeira vez que a cidade registra atividades sísmicas. Em 2017, foi registrado um tremor de 3,5 grau na escala Richter, que assustou os moradores.

Rápido

O locutor Elias Santos, morador de Rio Branco do Sul, gravou um vídeo no Facebook comentando o abalo. À reportagem, ele contou que estava acordado quando sentiu o tremor – que atingiu uma grande extensão do município e durou, a princípio, cerca de dois a três segundos. “Na hora deu pra perceber que tremeu toda a estrutura da casa. Eu estava em cima da cama e eu senti a cama tremendo”, relatou.

Segundo o morador, as características do terremoto são distintas de quando o solo do município treme por causa de explosões de minas, algo comum em Rio Branco do Sul por causa da extração de calcário. Por isso, moradores da cidade passaram o dia em polvorosa e com receio de que um novo abalo pudesse ocorrer.

“Várias pessoas começaram a comentar porque perceberam que não era da mina. Um dos motivos é porque o tremor atingiu uma área bem mais longe do que quando é explosão, e também o horário, aquela hora é difícil ter. E quando há estrondo de pedreira, de mina, essas coisas, a gente conhece porque primeiro vem o ruído do estrondo e depois o tremor. E nesse caso não”, afirmou.

Apesar de relatos nas redes sociais terem indicado pequenos danos em imóveis por causa do fenômeno, Santos disse que, de maneira geral, não houve prejuízo material . “Esse foi mais curso em termos de segundo. O outro [de 2017] foi maior. Mas naquela época veio aqui o pessoal da USP e eles deixaram bem claro para a gente que isso poderia voltar a acontecer”, apontou o locutor.

De acordo com o Centro de Sismologia da USP, o tremor de setembro de 2017 foi sentido num raio de até 100 km do epicentro. Àquela época, foi comunicado que uma movimentação na Zona da Falha da Lancinha – um dos mais importantes sistemas de falha geológica do Paraná – era a hipótese mais provável para explicar o terremoto de então.

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