Moradores da Vila Osternack, no Sítio Cercado, sofreram com as fortes chuvas de ontem à tarde. Houve alagamentos na Rua Ana Maria Mansur Mader Gisi e na Travessa Marcos Nelson Casagrande.
A água entrou em muitas casas e os moradores tiveram pouco tempo para salvar os móveis. As ruas, de acordo com eles, pareciam rios no momento mais crítico da chuva.
O técnico em informática Fábio da Silva Moreira passou a tarde e a noite tirando água de dentro de sua residência, com a sua família. “Tudo aconteceu muito rápido. Foi questão de 20 minutos. Estragou armários, guarda-roupa, mantimentos”, contabilizou.
Segundo Moreira, no local fica concentrada toda a água vinda de outras ruas da região. A Rua Ana Maria Mansur Mader Gisi não é asfaltada. Tudo ficou enlameado. “As bocas de lobo estão todas entupidas”, afirmou Moreira.
Barreira
Ele relatou que os alagamentos se tornaram comuns. Tanto que há dois meses Moreira construiu uma pequena barreira na porta de casa, para que a água não entrasse na residência. Mas desta vez o “dique” não foi suficiente. O técnico em informática garante que por várias vezes procurou a Prefeitura para uma solução.
O pizzaiolo Leandro Osires Machado não teve a casa atingida pelo alagamento, mas registrou o desespero dos vizinhos Loídi Ricci e Paulo Gonzalez Cavaleiro. A residência onde os dois moram foi invadida pela água barrenta. “A areia e a pedra entopem as manilhas”, explica Machado.
Chorando, o casal contabiliza os prejuízos. “Nada é coisa de primeira, mas também não é para se jogar fora. Em três anos, foi a primeira vez que entrou água na minha casa. A rua ficou parecendo um rio, cheio de ratos”, disse Loídi, que teve a ajuda dos vizinhos para retirar a maior parte da água e do barro de dentro de casa.
Pior ainda foi a situação da auxiliar de produção Viviane Marcolino de Souza, que mora na na Travessa Marcos Nelson Casagrande. A água chegou a um metro de altura e invadiu todos os cômodos.
Os dois filhos de Viviane foram para a casa de uma vizinha para que não ficassem no meio da água. “Foi bem rapidinho e a água já entrou. Aqui, nem precisa chover muito para isto acontecer. Consegui salvar pouca coisa”, contou.


