As ações de combate ao desmatamento ilegal nas regiões Central, Centro-Sul e Sudoeste do Paraná resultaram na aplicação de R$ 5,696 milhões em multas. Os dados constam no balanço do Instituto Água e Terra (IAT) referente à Operação Mata Atlântica em Pé 2026, divulgada nesta sexta-feira (04). Entre os dias 17 e 27 de agosto, as equipes em campo confirmaram o estrago em 760,34 hectares de vegetação e emitiram 392 Autos de Infração Ambiental.
A operação é coordenada nacionalmente pelo Ministério Público e conta com a participação de diversos órgãos ambientais e policiais. No Paraná, a estratégia do IAT combinou o uso de inteligência tecnológica e checagem presencial. A partir de alertas emitidos por sistemas de satélite, como o MapBiomas e a Rede MAIS, os fiscais mapearam os pontos suspeitos antes mesmo de ir até os imóveis rurais.
O trabalho identificou diversos tipos de agressão à natureza, como invasão de Áreas de Preservação Permanente (APPs), desrespeito a reservas legais, degradação de florestas em diferentes estágios de crescimento e descumprimento de embargos anteriores.
Em alguns locais, a extensão do dano chamou a atenção. No município de Prudentópolis, no Centro-Sul, uma única ocorrência atingiu 23,69 hectares e gerou multa de R$ 130 mil. Já em Nova Tebas, na região Central, o desmatamento de 30 hectares resultou em uma infração de R$ 150 mil. Houve ainda situações em que um mesmo imóvel acumulou várias autuações por diferentes irregularidades encontradas na mesma área.
Segundo a chefia de fiscalização do IAT o avanço tecnológico permitiu cobrir uma área muito maior do território paranaense, direcionando os fiscais exatamente onde o problema estava acontecendo.
“A Operação Mata Atlântica em Pé consolida a força da inteligência integrada na defesa do meio ambiente no Paraná. Nas regiões Centro-Sul e Sudoeste, a atuação estratégica resultou em 392 autos de infração e R$ 5,7 milhões em multas, constatando 760 hectares de danos. Esse resultado vem de um fluxo contínuo: unimos a tecnologia de satélite à capacidade técnica de campo. O alerta indica a alteração, nossa análise direciona a ação e a fiscalização confirma a irregularidade para formalizar as sanções. Seja em APP, reserva legal ou descumprimento de embargo, o Paraná mostra que a impunidade não tem espaço. A tecnologia expandiu nossos olhos, mas é o rigor das equipes em campo que garante a proteção do nosso patrimônio natural”, afirma o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro Cesar de Goes.
Balanço estadual e nacional
Somando a atuação do IAT, do Batalhão de Polícia Ambiental e do Ibama, o Paraná teve 2 mil hectares fiscalizados durante a força-tarefa. Ao todo, foram lavrados 445 autos de infração no Estado, que juntos somam R$ 14,2 milhões em penalidades.
Em todo o Brasil, a operação foi realizada em 17 estados e vistoriou mais de 8,3 mil hectares de Mata Atlântica, ultrapassando a marca de R$ 100 milhões em multas aplicadas contra o desmatamento ilegal.
