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Células-tronco de bebê podem salvar irmão em Maringá

  • Por Andrea Feliconio

Um menino de Maringá com apenas um ano e oito meses de idade e que sofre de Leucemia Linfoide Aguda (LLA) pode ser curado com as células-tronco do sangue do cordão umbilical da irmã, que está para nascer. De família carente, a coleta e armazenamento do material genético serão possíveis graças ao projeto social “Uma Esperança Preservada”, mantido pela Cordcell, empresa que integra o Grupo São Lucas, que atua há 40 anos e oferece assistência integral em hematologia, hemoterapia e terapia celular.

“Quando a médica que trata da criança nos procurou, analisamos o caso e ele atendeu aos critérios de inclusão do nosso projeto social. Por isso, o Felipe (nome da criança doente) tem 47% de chance de que as células-tronco da irmã sejam compatíveis, caso ele necessite de um transplante, ou seja, um percentual altíssimo”,comemora o hematologista que preside o Grupo São Lucas, dr. Adelson Alves.

Sem as células-tronco do sangue do cordão umbilical da irmã, Felipe teria que imediatamente recorrer ao banco público, onde a chance de se encontrar uma medula compatível é pode chegar a ser de uma em um milhão. “O ideal, mesmo, seria que o sangue de cordão umbilical do Felipe tivesse sido armazenado. Se isso tivesse ocorrido, ele teria um material genético 100% compatível e acesso imediato a ele, sem precisar entrar na fila. Mas, infelizmente, essa prática ainda não é disseminada pelo país. A população desconhece os benefícios do armazenamento desse material genético”, afirma Adelson Alves.

Por estar inserida em um grupo, a CordCell é a única empresa de coleta, processamento e armazenamento de sangue de cordão umbilical do país apta a acompanhar todo o processo: da coleta ao transplante.

A leucemia lidera as estatísticas de casos de câncer infantil, segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer). A mais frequente é a Leucemia Linfoide Aguda. Ainda segundo o Inca, os tumores pediátricos no Brasil representam 3% de todos os tipos de câncer que ocorrem na população. A doença também vem crescendo. Em 2008 estimativas apontavam nove mil novos casos de câncer infantil no país. Em 2012 esse número saltou para 11mil.

O menino Felipe encontra-se em quimioterapia e vem respondendo bem ao tratamento.

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