Foz do Iguaçu

Cataratas do Iguaçu fecham passarelas após vazão subir seis vezes acima da média

Turista pula nas Cataratas do Iguaçu para recuperar celular
Foz do Iguaçu. Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

Por medida de segurança, as passarelas das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, foram fechadas tanto no lado brasileiro quanto no argentino nesta quinta-feira (23). As equipes registraram um aumento incomum na vazão das quedas, que chegou a ser seis vezes maior do que a média.

De acordo com o monitoramento da Companhia Paranaense de Energia (Copel), na terça-feira (21) a vazão estava em 1,98 milhão de litros por segundo, próxima do volume normal. Já na tarde desta quinta, a vazão já atingia 10 milhões de litros por segundo. A expectativa dos técnicos é de que o volume aumente ainda mais com o passar das horas.

Esta foi a primeira vez em 2026 que a passarela precisou ser fechada. A última interdição provocada pelo aumento do volume d’água havia ocorrido em dezembro de 2024. Caso a vazão suba de forma muito intensa, as equipes podem ter que retirar os gradis de proteção da estrutura para evitar danos causados pela força da água.

A elevação do nível ocorreu principalmente por conta das chuvas da última semana na bacia do rio Iguaçu. O rio nasce na junção dos rios Atuba e Iraí, na Região Metropolitana de Curitiba, e corta todo o estado até formar as quedas e desaguar no rio Paraná, na fronteira com a Argentina.

A assessoria do parque informou que a passarela do lado brasileiro só será reaberta quando o volume baixar para um patamar seguro, estimado entre 7,5 e 8 milhões de litros por segundo. Não há previsão para a reabertura do lado argentino.

Os órgãos responsáveis pelo parque e pela gestão de visitantes seguem monitorando a situação. O mirante e a trilha das Cataratas, que conta com 1,5 quilômetro de extensão, continuam funcionando normalmente.

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