Caso de Ponta Grossa caminha para a solução

O promotor de Defesa da Saúde Pública em Ponta Grossa, Fuad Faraj, destacou que vê boa vontade em todas as partes envolvidas no caso da maternidade da Santa Casa de Misericórdia local. Nos últimos dias, a unidade foi fechada por falta de recursos, mas logo em seguida reaberta por determinação do juiz substituto da 1.ª Vara Cível da cidade, José Sebastião Fagundes Cunha.

“Hoje (ontem) aconteceu uma audiência entre as partes. Vi disposição de todos em colaborar, entretanto nada ficou definido. Mesmo assim, estamos buscando a conciliação até mesmo fora da audiências. O Ministério Público está em contato permanente com as partes envolvidas”, contou.

Faraj disse que na audiência de ontem a Prefeitura de Ponta Grossa aceitou pagar o complemento relativo aos plantões dos obstetras. Já a Secretaria de Estado da Saúde informou que pode desobrigar a Santa Casa de utilizar os R$100 mil mensais que ela recebe em outras áreas, a liberando para utilizar o dinheiro integralmente na maternidade. “Os médicos também abriram mão de receber a autorização de internamento hospitalar (AIH), ficando apenas com o valor dos plantões. Hoje eles recebem R$ 200 por plantão, mas querem a elevação para R$ 500”, destacou.

Faraj lembrou também que está sendo feita uma auditoria na Santa Casa: “Não partimos do princípio que há fraude. Mas sim queremos verificar como estão sendo aplicados os recursos que entram e otimizar a utilização desse dinheiro”, explicou.

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