Duas construções antigas localizadas no Bairro São Francisco têm tirado o sono de quem mora na região. Abandonados, o casarão da União Paranaense dos Estudantes (UPE), na esquina das ruas João Manoel e Carlos Cavalcanti, e a antiga estrutura levantada no cruzamento da Rua Paula Gomes com a Rua Duque de Caxias hoje servem de mocó para o uso de drogas e bebidas alcoólicas. A situação, segundo os vizinhos, gera muita insegurança entre moradores e comerciantes da região.

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Fechado desde janeiro, o casarão da UPE, uma construção de 1918, oferece o cenário perfeito para abrigar a bandidagem. Apesar de gradeada, a construção está abandonada e com a estrutura deteriorada. Há pichações, lixo espalhado na área externa e janelas quebradas.

O auxiliar comercial Ulisses José Ribeiro trabalha na região há quase dois anos. Ele conta que quando tem que visitar clientes no bairro dobra os cuidados para não ser assaltado. “Já vi muito marginal saindo desse casarão e eles sempre carregam garrafas e saquinhos com cola. Também já testemunhei um deles tentando roubar a bolsa de uma senhora. Sempre parece que eles estão dispostos a qualquer coisa para conseguir dinheiro”, diz.

A aposentada Germana Araújo, de 77 anos, afirma que em medo de andar pelas ruas da região. “Moro perto daquele casarão da Paula Gomes e ali sempre tem pessoas suspeitas. Os bandidos praticam pequenos furtos e sempre se escondem ali. Sempre evito passar pelo local nos horários menos movimentados”, conta Dona Germana.

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Fechado pra reforma

Atualmente, o casarão da UPE é administrado pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC). O órgão já desenvolveu um projeto para utilizar o espaço em parceria com os estudantes, mas o plano ainda não saiu do papel. Segundo a FCC, os projetos arquitetônico, elétrico e hidráulico devem ser concluídos em dois meses. Em seguida, a prefeitura deve fazer licitação para execução das obras. A expectativa da Fundação e da UPE é que os reparos fiquem prontos em setembro do ano que vem.

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Denúncias

Segundo a Guarda Municipal de Curitiba, é comum que os criminosos que atuam na região se escondam nesses casarões, que acabam virando mocós. “Em casos de flagrantes de atividades ilícitas e criminosas o cidadão deve ligar para 153 e fazer a denúncia. Sempre fazemos abordagens nesses pontos. Já em caso de denúncias em relação à situações desses imóveis que viram esconderijos, nós passamos para prefeitura e a Secretaria de Urbanismo, para esses órgão competentes entrarem em contato com os proprietários”, afirma o inspetor Cláudio Frederico de Carvalho.