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Casal de Santa Felicidade recupera as “cadeiras da vovó”

Palha indiana ainda é muito valorizada e pode ser aplicada em outros móveis

  • Por Joyce Carvalho, Meia Fina

Cadeiras com a chamada palha indiana já estiveram em muitas casas brasileiras. Quem não teve uma avó, uma tia ou mesmo a mãe que possuía um conjunto de cadeiras com este tipo de trabalho nos assentos? Ou mesmo em cadeiras de balanço ou namoradeiras. Um casal de artesãos em Santa Felicidade faz a recuperação da palha indiana em móveis. “Muitas pessoas ficaram com as peças como herança de família. Tem gente que compra cadeiras usadas e mandam reformar. Tem caso até de pessoas que acharam estes móveis na rua, com a madeira boa. Era mais a palha que precisava ser trocada. E trouxeram aqui”, comenta Lucimara Teixeira França, que há dois anos faz a palha indiana. Ela aprendeu com o marido, Edio Pereira, que trabalha com este tipo de material há 22 anos em uma oficina na Via Vêneto.

De acordo com ele, a palha indiana ainda é muito valorizada e pode ser aplicada em outros tipos de móveis, como nas portas dos armários. Hoje em dia, o trançado pode ser feito com palha de bambu, plástico ou fibra de celulose. “Alguns optam em fazer em plástico para ficar mais resistente. Mas tudo depende do cuidado. Esta é uma cadeira que não pode ser usada para subir ou ficar de joelhos. É só sentar e pronto”, afirma Lucimara.

Além da palha indiana, a oficina de Edio Pereira também produz o traçado tradicional de palha em cadeiras. Ele conta que a procura por este tipo de móvel permanece grande. Mas atualmente o artesão trabalha apenas com o plástico. “A palha dá muita mão de obra e é barata. Acaba empatando nos custos e na hora de vender. As pessoas têm aceitado bastante o plástico”, conta Edio.

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