O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) registrou nos últimos 12 meses alta de 14% no número de emissões de placas pretas, que identificam veículos de coleção. Hoje, são mais de 1,9 mil registros deste tipo no Estado, que ocupa a terceira posição no ranking de placas e clubes de colecionadores no país, atrás apenas de São Paulo e Rio Grande do Sul. Para obter a identificação especial o veículo deve ser certificado junto ao órgão de trânsito, ter mais de 30 anos de fabricação, comprovação de uso de 80% das peças originais e manter, pelo menos, 70% de bom estado de conservação.

“Os veículos de coleção, além do valor histórico, têm valor sentimental. São carros que remetem ao passado, que lembram um parente que teve um carro igual ou histórias da juventude”, observa o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

De acordo com a Federação Brasileira de Carros Antigos, a procura pela placa preta tem crescido em todo Brasil, nos últimos três anos. Uma das vantagens apontadas é que, além de atestar a originalidade, obter a placa pode significar uma valorização de até 30% no preço do veículo. Os carros de coleção também dispensam o uso de itens que passaram a ser obrigatórios após a fabricação do veículo, desde que atendam às normas dos órgãos de trânsito, certificação e cadastro.

Exigências

 O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) exige itens que constam nas resoluções 56 e 117, de 1998, para que o veículo se adeque à espécie coleção. Para conseguir o Certificado de Originalidade, um dos itens a ser cumprido, o proprietário precisa ir a um clube credenciado ao Denatran e passar pelos testes de mecânica e estrutura, entre outros.

O custo médio entre avaliação e emissão do certificado é de mil reais. Depois de ter a certificação é necessário pedir a mudança de categoria junto ao Detran, ao custo de R$ 135,65.