Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que apenas neste ano 3,5 mil mulheres paranaenses serão diagnosticadas com o câncer de mama. Para Curitiba, a previsão é de 910 novos casos do problema que é a segunda principal causa de morte entre as mulheres em todo o Brasil. Porém, o diagnóstico precoce seguido do tratamento imediato é a melhor maneira de combatê-lo.

“Se detectado precocemente, a chance de cura é grande e a de mutilação é pequena”, destaca a mastologista do Hospital Erasto Gaertner, Danila Pinheiro Hubie. Ela ainda ressalta que o câncer de mama é o segundo mais frequente entre as mulheres. “A mulher pode fazer a diferença na própria vida”, reforça.

O primeiro passo para a mulher detectar o problema é conhecer seu próprio corpo. Por isso, realizar o autoexame com frequência é fundamental e assim será possível identificar qualquer alteração que possa aparecer. “O autoexame é importante, mas ele não muda a taxa de mortalidade”, pondera Danila. Exames mais precisos só são recomendados por médicos especialistas. As mulheres têm garantido por lei o direito de realizar gratuitamente a mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Exames

Neste mês, a secretaria municipal de Saúde pretende aumentar em 70% o número de exames que detectam o câncer de mama e do colo do útero, chegando a 13 mil exames em outubro.

Diagnosticada a doença, a paciente é encaminhada para um dos cinco hospitais de referência para o tratamento em Curitiba: Erasto Gaertner, Evangélico, São Vicente, Santa Casa e Hospital de Clínicas.

“Se detectado na fase inicial, a chance de cura é de 95%. Isso acontece com o diagnóstico de lesões menores que dois centímetros.

A partir do momento que o câncer espalha para outros órgãos, a chance de cura cai para menos de 10%”, alerta a mastologista.

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