Paralisação

Caminhoneiros do Paraná ficam fora de greve anunciada por líder da categoria para esta segunda (13)

Caminhões enfileirados em rodovia durante paralisação
Foto: Valter Campanato/Arquivo Agência Brasil

O Sindicato dos Transportadores Rodoviários e Autônomos de Bens (Sindicam) do Paraná seguiu posicionamento da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e não aderiu à paralisação dos caminhoneiros, anunciada para esta segunda-feira (13) pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.

Em posicionamento encaminhado à Tribuna do Paraná, o sindicato informou que comunicou aos associados não fazer parte nem aderir “qualquer movimento de paralisação ou greve divulgado recentemente.”

A intenção do dirigente da Abrava com a paralisação é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar em votação a Medida Provisória do Frete (MP 1.343/2026), que se não for pautada, perde a validadeem 16 de julho.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal no Paraná (PRF), até o momento, não há registro de paralisação de caminhões em rodovias do Estado.

A MP tem objetivo de assegurar o pagamento do piso mínimo no transporte de cargas por meio de fiscalização digital mais rígida e uso obrigatório do CIOT (Código de Identificação da Operação de Transporte). A norma estabelece multas de até R$ 10 milhões para contratantes que descumprirem a tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e define regras estritas para prazos e antecipação de pagamentos.

Em vídeo divulgado pelas redes sociais, Chorão declarou: “duas semanas a gente vem lutando e, até agora, nada. A gente vai acompanhar em todos os cenários nacionais como fez em 2018. Esta paralisação não é o Chorão, não é o Zé Trovão, é o presidente do senado, Davi Alcolumbre. Não vamos aceitar perder esta MP, não vamos aceitar caducar”.

Em nota, A CNTA informa que vê com preocupação a demora na votação da medida provisória, e que entende a insatisfação dos caminhoneiros com a falta de definição no Senado. 

“A MP nº 1.343/2026 trata de temas de grande relevância para os caminhoneiros autônomos e sua votação é aguardada com expectativa em todo o país. A proximidade do término de sua vigência, sem que haja uma definição pelo Congresso Nacional, amplia o sentimento de insegurança e incerteza entre os profissionais que dependem diretamente das garantias previstas na medida”, afirma o comunicado

Para a entidade, “a ausência de deliberação sobre a Medida Provisória até o fim de sua vigência poderá intensificar a insatisfação da categoria e favorecer o surgimento de manifestações espontâneas por parte dos transportadores autônomos, motivadas pela relevância do tema e pela expectativa criada em torno de sua votação”.

Até o momento, a Confederação se manifesta favorável à negociação. “A CNTA seguirá acompanhando de forma permanente os desdobramentos da matéria e manterá a categoria e a sociedade devidamente informadas”, conclui o comunicado. Ainda segundo a entidade, apenas o sindicato de Santos, no litoral paulista, deliberou pela paralisação.

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