A liminar que garantia a vacinação contra a gripe A (H1N1) para todos os paranaenses foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4). O desembargador federal Vilson Darós argumentou, em sua decisão, que a manutenção da medida poderia causar grave dano à ordem pública, comprometendo política previamente articulada com o objetivo de vacinar os grupos de risco, o que provavelmente ocorreria diante da falta de doses para o atendimento de todos.

A decisão foi tomada depois de argumentação da União de que não haveria doses suficientes para atender toda a população: a quantidade atual pode imunizar metade da população do País.

Ainda ontem, o Ministério Público Federal de Cascavel anunciou que ajuizou uma nova ação para garantir o fornecimento de vacina para todos os habitantes dos municípios da região de Cascavel, oeste do Estado.

Mesmo com a vacinação valendo apenas para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, muitas pessoas têm tomado a vacina simplesmente ao dizer que fazem parte dos grupos ao comparecer ao serviço de saúde.

De acordo com determinação do próprio ministério, não é exigida documentação que comprove que se tenha doença crônica e sequer a carteira de identidade é pedida para tomar a vacina. Ou seja, muita gente de fora dos grupos está se imunizando.

Em Curitiba, a preocupação agora é com a vacinação dos idosos. Quase o dobro do que estava sendo esperado para essa faixa etária já se vacinou. Foram mais de 71 mil idosos que disseram ter doenças crônicas. Por outro lado, todos os idosos da cidade, cerca de 107,5 mil, precisam se vacinar contra a gripe sazonal e pouco mais da metade compareceu para ser imunizado.

Falta de vacina

Durante o fim de semana, faltou vacina em Curitiba e Cascavel. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a situação logo será normalizada com a chegada de 900 mil doses e outras 900 mil que serão encaminhadas pelo Ministério da Saúde até amanhã.

Crianças

As crianças de seis meses a dois anos que já se vacinaram contra o vírus H1N1 precisam retornar para uma segunda dose, em torno de 30 dias após a primeira vacina.

Para a primeira dose, apareceram 32,5% a mais do que o público estimado. Por enquanto, para a segunda dose, foram aplicadas pouco mais de 11,5 mil doses, correspondente a 23% do público estimado.

No ano passado, essa faixa etária apresentou a maior taxa de incidência de casos graves confirmados para a doença, com taxa de 154 por 100 mil habitantes, seguida pela população de 20 a 29 anos (56/100 mil). Ao todo, mais de 3,2 milhões de paranaenses já foram vacinados.