A próxima quarta-feira não será um bom dia para cortar o cabelo ou fazer as unhas na Grande Curitiba. Às 13h, os maiores salões de beleza vão fechar as portas, num protesto dos cabeleireiros e profissionais de beleza contra ação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A ação questiona o trabalho autônomo de cabeleireiros, esteticistas, maquiadores, manicures, podólogos e pedicuros e prevê que se tornem, obrigatoriamente, empregados dos salões. Segundo os sindicatos que representam a categoria, a medida reduziria o ganho dos profissionais. A concentração será na Praça Carlos Gomes, às 14h, de onde os manifestantes seguirão em passeata até a Procuradoria do Trabalho, na Avenida Vicente Machado.

Atualmente, profissionais da beleza firmam contrato com os salões no qual arrendam o espaço para seus serviços. O salão fornece a infraestrutura, manutenção e gestão administrativa. Os trabalhadores ficam com 50% ou até 70% dos valores pagos pelos clientes. Como autônomos, os profissionais ainda têm flexibilidade de horários, podem escolher os dias em que prestarão serviços e os clientes que irão atender. “O trabalho autônomo é conquista da categoria e não abriremos mão disso”, diz o presidente do Sindicato dos Profissionais Autônomos do Paraná, Sandoval Tibúrcio.

Piso

A proposta em tramitação prevê piso de R$1.250 para cabeleireiro e esteticista com diploma fornecido por escola profissional; R$ 835 ao cabeleireiro e esteticista prático; R$ 857 para podólogo com diploma fornecido por escola profissional e R$ 764 ao oficial barbeiro, manicure, pedicuro, calista, massagista, depiladora e maquiadora. Para Tibúrcio, a obrigatoriedade de contratação iria prejudicar os trabalhadores.