Afogamentos

Bombeiros já fizeram mais de mil salvamentos no litoral

O Corpo de Bombeiros do Paraná realizou no último sábado o milésimo salvamento em águas durante a Operação Verão. Até segunda-feira, já tinham sido registrados mais 38 salvamentos.

Os pontos com maiores índices de incidentes são em Ipanema e Shangri-lá, em Pontal do Paraná, onde foram registrados 89 e 46 salvamentos, respectivamente. Completam a lista os pontos próximos à sede da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ao edifício Pipeline em Matinhos (ambos com 26 casos), e em Canoas (23) e Posto Nereida (22), em Guaratuba.

Ao todo, oito pessoas morreram em decorrência de afogamento no litoral durante a Operação Verão 2010/2011. De acordo com o capitão Leonardo Mendes dos Santos, do Corpo de Bombeiros, a falta de respeito às sinalizações é a principal causa para estes incidentes.

“O que acontece é que muita gente ignora as placas de perigo. Elas não conhecem o local e resolvem entrar no primeiro ponto que encontram. Muitas vezes, também ficam longe dos guarda-vidas, o que acaba contribuindo para os afogamentos. Geralmente são pessoas que passam dois dias na praia e acham que têm que aproveitar de qualquer jeito. O veranista que passa mais dias está mais ciente dos perigos e sempre arma o guarda-sol em áreas protegidas”, revela.

Aliocha Mauricio
Capitão Leonardo: sinais ignorados.

O capitão conta também que o perfil de pessoas envolvidas em salvamentos na água está mudando. “Antigamente, o mais comum era encontrar entre os afogados eram homens entre 18 e 25 anos. Este ano mudou um pouco. Estão ocorrendo bastante salvamentos de crianças e idosos”, informa.

Pânico

Embora a ficção mostre pessoas pedindo socorro quando estão se afogando, a realidade é um tanto diferente. Segundo o capitão Leonardo, há duas possibilidades de afogamento: por inalação de água e pelo chamado afogamento seco.

“O afogamento seco é quando, em situação de perigo, o corpo fecha as entradas de ar e, consequentemente, a pessoa não tem como gritar por socorro. Ainda que seja uma defesa, essa situação faz com que o corpo se autossabote. Além disso, a vítima trava e tem dificuldades em se manter na superfície. Associado ao pânico que toma conta, temos uma pessoa se afogando. Por isso que é impossível pedir para que o cidadão que está se afogando tente manter a calma, pois ele não consegue”, revela.

Graus

O capitão explica ainda que há uma classificação para definir os graus de afogamento. Conhecido como Suporte Cardíaco Avançado de Vida (BLS, sigla para o inglês Basic Life Support) os graus variam de um a seis.

“O grau um é quando a vítima tem apenas tosse. No dois tem tosse e uma pequena quantidade de espuma na boca e no nariz. O três e o quatro são quando a pessoa apresenta grande quantidade de espuma nestes locais. A diferença é que quando há pulso radial o grau é três e quando não há é quatro. Os graus cinco e seis são os mais perigosos. O primeiro é quando a pessoa tem pulso e o segundo é quando não apresenta. A vítima geralmente está inconsciente nestes estágios”, explica.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.