Um bebê nasceu durante um trágico acidente na rodovia Régis Bittencourt, em Cajati (SP), a 175 quilômetros de Curitiba. O acidente foi registrado na última quinta-feira (26), quando a gestante foi arremessada para fora de um caminhão e morreu no local. A criança sobreviveu e foi encaminhada ao Hospital Regional Vale do Ribeira.

Funcionários da casa hospitalar informaram na manhã deste domingo (29) que o bebê – uma menina de 3 kg – passa bem. A mãe da criança, que morreu no local do acidente, ainda não foi identificada.

Segundo a concessionária Autopista Fernão Dias, a grávida estava no banco do carona de um caminhão que transportava madeira. O veículo perdeu o controle e capotou. Quando a equipe de resgate chegou ao local, percebeu que a barriga da mulher havia sido rompida com o impacto, mas que a recém-nascida estava viva, apenas com ferimentos leves.

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O médico Elton Fernando Barbosa participou do resgate e afirmou em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, que chegou ao local acreditando que apenas atestaria um óbito. “Foi quando ouvi o choro abafado de uma criança”, relatou o socorrista. “Nesse processo de abertura da barriga da mãe, o feto acabou expelido. Podemos classificar como um milagre”, disse.

O homem de 30 anos que conduzia o caminhão também sofreu alguns ferimentos, mas não corre risco de morte. Ele foi encaminhado ao Hospital Regional de Pariquera-Açu e responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo a polícia, ele prestou socorro à vítima. Seu material genético foi coletado para eventual confronto de DNA, mas ele não se apresentou como familiar do bebê.

Não foi aberto processo de adoção

Uma funcionária do hospital que atende a menina informou que diversas pessoas têm ligado e ido pessoalmente à instituição pedindo para adotar a criança. Segundo ela, o fato de nenhum familiar do bebê ter aparecido até o momento para registrar a criança não a coloca para adoção imediatamente, já que a Polícia Civil ainda trabalha para identificar os pais.

Além disso, caso nenhum familiar apareça, será necessário que o Serviço Social do hospital acione o Conselho Tutelar e aguarde que a Justiça determine o destino da menina a alguma família na fila de espera para adoção. “Não adianta ficar ligando ou vindo aqui porque não funciona dessa maneira”, explicou a colaboradora.