Bebê de 4 meses morre asfixiado na casa dos padrinhos no Paraná

Fotografia mostra a fachada de uma unidade da Polícia Civil do Paraná (PCPR). Na entrada, há uma placa preta com o logotipo da PCPR e a inscrição “Polícia Civil do Paraná”, além de uma identificação da unidade, parcialmente visível. O prédio tem paredes de tijolos aparentes, telhado de telhas e janelas com grades. Uma rampa de acesso leva até a entrada principal, que possui portas de vidro com símbolos da Polícia Civil. Na frente do imóvel há uma calçada e uma rua.
Uma nova bateria de exames deve auxiliar no andamento dessa investigação. Foto: Reprodução/Google Maps Street View.

Um bebê de quatro anos morreu durante a madrugada deste domingo (23), enquanto passava a noite na casa dos padrinhos, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo o laudo de necropsia, a causa da morte foi asfixia. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga agora se a asfixia foi provocada por terceiros ou ocorreu de forma acidental.

Segundo depoimentos prestados à PCPR, os pais da criança pediram aos padrinhos que cuidassem dela durante a noite de sábado (22) para domingo (23) para irem a uma balada. Como o casal já tinha dois filhos, de 3 e 5 anos, os pais ofereceram dinheiro para que eles ficassem responsáveis pelo bebê durante a noite.

Na manhã de domingo, os pais foram até a casa dos padrinhos e encontraram a criança já sem vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte. Os sinais de rigidez do corpo indicavam que o óbito havia ocorrido horas antes.

“No final da manhã, os genitores se depararam com o bebê sem vida. Pelo documento apresentado pelo Samu, é possível perceber que a morte teria acontecido no início ou no meio da madrugada”, afirmou o delegado Lucas Faria, ao comentar sobre o depoimento dos pais ao Bom Dia Paraná, da RPC TV. 

O casal de padrinhos também prestou depoimento à polícia. Segundo o relato, os dois dormiram durante toda a noite e encontraram o bebê morto somente pela manhã. Eles foram presos em flagrante no domingo e, posteriormente, tiveram a prisão convertida em preventiva.

Polícia investiga causa da asfixia

Embora o laudo tenha apontado a asfixia como causa da morte, a investigação ainda busca esclarecer em que circunstâncias ela ocorreu. Uma nova bateria de exames deverá verificar se há indícios de asfixia mecânica, que pode indicar a participação de outra pessoa, ou se a criança foi sufocada acidentalmente.

Entre as possibilidades investigadas está a de que o bebê tenha ficado sem conseguir respirar por causa dos cobertores durante o sono. A PCPR aguarda os resultados dos exames complementares para determinar a dinâmica da morte e esclarecer a eventual responsabilidade dos envolvidos.

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