Com o tema “Chega de truques, banqueiro!”, o Sindicato dos Bancários de Curitiba iniciou ontem a campanha salarial deste ano. A categoria reivindica reajuste salarial de 10,25% (reposição da inflação mais 5% de aumento real). Em 2011, os bancários conquistaram 9% de correção, após greve de 15 dias. Nova paralisação não está descartada se a negociação fracassar. Está marcada para hoje e amanhã a primeira rodada de negociação com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A segunda conversa está agendada para dias 15 e 16.

Com a participação de um mágico, o ato na Boca Maldita, em frente ao Palácio Avenida, marcou o início da mobilização. “Desde 2008, o que estamos assistindo são resultados astronômicos dos bancos, seja com ou sem crise. Está ocorrendo a política de redução de juros, mas há aumento de tarifas. Os resultados dos bancos continuam expressivos”, argumenta o presidente do sindicato, Otávio Dias. A categoria revela que, somente no primeiro semestre deste ano, os três maiores bancos do País tiveram lucro acumulado de R$ 16 bilhões. De acordo com o sindicalista, a prioridade será a mesa de negociações com os bancos, mas a categoria pode cruzar os braços caso não evoluam as tratativas.

Rotatividade

Além do reajuste, os bancários também pedem valorização do piso salarial, distribuição mais justa da participação nos lucros e fim das terceirizações, metas abusivas e assédio moral. “Um dos problemas da categoria é a rotatividade. Há diferença de 38% no salário entre quem foi demitido e contratado para a mesma função”, ressalta Dias.