Os bancários fazem assembleia, na quarta-feira, para discussão da greve a partir do próximo dia 18. Na terça-feira, a reunião entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários terminou sem acordo. Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 10,25%, sendo 5% de aumento real, ante a proposta patronal de 6%, já apresentada no mês passado. Segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, se o impasse persistir, a categoria está propensa a deflagrar a paralisação geral.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou carta à Fenaban, ontem, afirmando que o diálogo está aberto para retomar as negociações. O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Otávio Dias, membro do Comando Nacional dos Bancários, afirma que em caso de greve, a população terá livre acesso aos atendimentos eletrônicos e os serviços prestados pela internet não terão alterações.

Campanha

Dias salienta a segurança como um dos pontos mais fortes da campanha nacional deste ano. Curitiba é apontada por pesquisa nacional do setor bancário, como a quarta cidade em assaltos e ataques a bancos. “Estamos brigando pela modernização dos equipamentos de segurança para diminuir a vulnerabilidade dos usuários e funcionários.” O sindicalista lembra que no ano passado, 27 pessoas morreram no Brasil na “saidinha” -assalto imediato a quem sai da agência bancária.

A pauta de reivindicações exige participação nos lucros de três salários mais R$ 4.961,25 fixos; piso de R$ 2.416,38; plano de cargos, carreiras e salários para todos; jornada de trabalho de seis horas; contratações e auxílio-educação para cursos de graduação e pós-graduação.