O casal de abelhas foi escolhido dentre
os 750 balões que participaram da competição.

Dois balões em formato de abelhas, um azul representando um “menino” e outro vermelho representando uma “menina”, fabricados por uma empresa paranaense, a Victoria Ballons, enfeitou, na última semana, os céus dos Estados Unidos. As “abelhinhas”, como são chamados, conquistaram o primeiro lugar no maior festival de balonismo do mundo, o Albuquerque International Ballon Fiesta, realizado na cidade de Albuquerque, no Novo México. No total, participaram do evento 750 balões, originários de 21 países diferentes.

Com 31,4 metros de altura cada um (equivalente a um edifício de dez andares), 2.800 metros cúbicos de volume, 1.800 metros quadrados de tecido e 180 quilos, as abelhas voaram juntas, de mãos dadas, pela cidade de Albuquerque. Quando se separaram, realizaram uma coreografia onde o “menino-abelha” perseguiu a “menina-abelha” e, depois de algum tempo, conseguiu roubar-lhe um beijo.

“O público que assistia ao festival ficou encantado quando as duas abelhinhas se beijaram”, contam o balonista Mauro Leandro Chemin e o engenheiro aeronáutico Christian Lima do Amaral, ambos idealizadores e fabricantes dos “balões-abelhas”. “Balonistas de diversos países vieram nos parabenizar e se diziam encantados. Nossos balões foram capa de jornais americanos e centenas de pessoas queriam conhecê-los”.

Primeiramente modelados tridimensionalmente em computador, os balões tiveram todos os seus projetos (aerostático, estrutural e construtivo) desenvolvidos na sede da Victoria Bal-lons, localizada no município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Levaram 45 dias, tempo considerado recorde, para ser construídos. “Escolhemos o formato de abelhas porque elas representam cooperação, esforço, harmonia e, juntas, produzem o mel, um alimento bastante doce”, conta Christian.

Para Mauro, a conquista do primeiro lugar no festival de Albuquerque demonstra a capacidade tecnológica que o Brasil detém na fabricação de balões. “Conseguimos mostrar que temos qualidade e que estamos igual ou melhor que a Inglaterra, que é a maior fabricante de balões do mundo”, afirma. No Brasil, existem três fábricas de balões, sendo duas em São Paulo e uma (a Victoria) no Paraná.

Balonismo

O balonismo surgiu em 1783, na França. É considerado o esporte aéreo mais seguro no mundo. No Brasil, um único acidente grave ocorreu, há cerca de três anos, no Estado de Minas Gerais. Na ocasião, o balão subiu com muito peso, perto demais de um morro e uma passageira morreu.

O combustível que move os balões, que podem subir de 5 cm a 10 mil metros de altura, é o propano. Um balão de passageiros normalmente voa de cinco a dez quilômetros por hora. Já um de competição pode atingir a velocidade de duzentos quilômetros por hora. Para que um piloto possa decolar, são analisados diversos fatores climáticos. O vento forte impede o balão de levantar, já o sol desgasta o tecido (náilon) de que ele é fabricado.

Vôo de passageiros

Localizada em uma região rural de Campo Largo, a Victoria Ballons vem executando vôo de passageiros. Os balões têm capacidade para até sete pessoas, mais o piloto, e transportam até 1.200 quilos. O passeio, que dura de quarenta minutos a uma hora, custa R$ 250,00 por pessoa. Quem tiver interesse deve entrar em contato com a empresa pelo telefone (41) 555-2445. Mais informações podem ser obtidas através da internet, no endereço www.victoria-bal-loons.com. A Victoria também fabrica e vende balões esportivos.