Mesmo morando há pouco tempo no Bairro Alto, o mecânico Valmir Chagas já detectou o perigo na travessia de crianças e adolescentes na esquina da Rua Sebastião Alves Ferreira com a Avenida da Integração. Estudantes do Colégio Estadual Algacyr Munhoz Maeder e da Escola Municipal Araucária cruzam a Avenida da Integração antes e depois das aulas, disputando espaço com motos, veículos e caminhões.

Gerson Klaina
Valmir:  crianças esperam um tempão no horário de pico.

“Falta um sinal naquele cruzamento. Tem criança atravessando a rua sozinha. As crianças ficam esperando um tempão no horário de pico”, comenta. É fácil encontrar estudantes atravessando correndo a Avenida da Integração. Uma quadra antes da esquina com Sebastião Alves Ferreira, há uma lombada em frente a um colégio particular. E no cruzamento com a Alberico Flores Bueno está instalado um semáforo. “Na Avenida da Integração passa todo tipo de veículo. É necessário fazer alguma coisa. Acontecem acidentes e já houve atropelamento”, explica Antonio Thadeu F. de Souza, morador do Bairro Alto há 14 anos.

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Antônio: é necessário fazer alguma coisa.

Um aluno do Colégio Estadual Algacyr Munhoz Maeder já foi atropelado, segundo a diretora Yasodara Magalhães. “Já tentamos fazer contato com o poder público sobre esta esquina. São dois turnos de aulas, de duas escolas. No final da tarde, o trânsito é intenso e nem mesmo os carros conseguem fazer a conversão”, relata.

A diretora ainda afirma que foi instalada uma lombada na Rua Sebastião Alves Ferreira, em frente ao colégio, mas o local não é o mesmo da saída dos alunos, que ocorre pela Rua Rio Xingu. Nesta via não existe qualquer redutor de velocidade. A Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) informou que um técnico de sinalização do órgão deve ir na esquina da Rua Sebastião Alves Ferreira e da Avenida da Integração pra verificar a necessidade de alguma intervenção no local.

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É pouco!

Moradores reclamam do antipó da Rua Sebastião Alves Ferreira. Basta uma chuva forte pros buracos aparecerem. “O pessoal da prefeitura tapa buracos, mas não resolve”, diz José Osmar Padilha. A prefeitura informou que estão previstas manutenção e reforma da rua.

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Pichação

A comunidade escolar pintou os muros do Colégio Estadual Algacyr Munhoz Maeder no sábado, mas no domingo eles já estavam pichados de novo. “A pichação virou cultura do bairro”, lamenta a diretora Yasodara Magalhães.

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Sobe e desce

O consultor de vendas Alessandro Locatelli reclama da pouca sinalização nos cruzamentos do Bairro Alto e do abuso de velocidade. “Nos finais de semana as crianças brincam nas ruas, o que fica perigoso. É difícil uma semana sem acidentes por aqui”.

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Pela rua

Ruas sem calçadas desafiam pedestres como a zeladora Evelin Indianara, 22, que tem três filhos e mora na Rua Gastão Luis Cruls. “Tenho que ficar correndo atrás deles. Quando saio com o mais novo, uso o carrinho e falo para os outros dois me ajudarem a levar”, conta.

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Insegurança

Em menos de um mês a cozinheira Ana Maria Ataíde, 54, presenciou dois roubos. No portão de casa, levaram o carro do genro no início da noite. Dias depois, ladrões entraram na casa da vizinha, em plena luz do dia. “O policiamento é pouco”, diz.