Números levantados pela Central de Atendimentos e Informações 156 e Ouvidoria do SUS Curitiba indicam que aumentou a satisfação dos pacientes com as unidades de saúde da capital paranaense. Entre janeiro e outubro de 2014, o índice de elogios aos serviços prestados nesses locais cresceu 48% em relação ao mesmo período de 2013. Simultaneamente, as reclamações recuaram 8,3%.

Ao todo, foram registrados mais de 11,4 mil atendimentos relacionados às unidades de saúde nos dez primeiros meses de 2014 – 7,1 mil reclamações, 2,5 mil solicitações e 1,8 mil elogios.

“Sabemos que desafios e problemas ainda existem, mas um avanço de quase 50% nos elogios em um período de um ano é muito significativo. Esse reconhecimento da população é resultado direto do empenho das equipes de saúde aliado aos avanços de gestão implementados recentemente”, diz o secretário municipal de saúde, Adriano Massuda.

Maria Olinda dos Santos leva a filha Ketlin dos Santos, que sofre crises convulsivas decorrentes de hidrocefalia, para acompanhamento na unidade de saúde Xapinhal, no Sítio Cercado. Em novembro, por meio do serviço Telessaúde – que coloca neurologistas do Hospital de Clínicas em contato com os médicos das US – Ketlin foi encaminhada para uma consulta com especialista no centro de especialidades de Santa Felicidade. “Não imaginei que a marcação da consulta e dos exames fosse acontecer tão rápido. Antes eu chegava a esperar oito meses pela consulta e mais de um ano pelo eletroencefalograma. Dessa vez, o atendimento foi marcado para dali a alguns dias. Critico quando é para criticar, mas elogio quando a saúde melhora”, diz. Antes da implantação do Telessaúde, no fim de 2013, a espera por uma consulta na neurologia poderia chegar a mais de um ano.

O agendamento de consultas especializadas ocupa o terceiro lugar no ranking dos elogios às unidades de saúde, atrás da satisfação com o atendimento profissional. Outros itens que mereceram comentários positivos dos pacientes foram o programa Mãe Curitibana, a higiene e limpeza dos locais de atendimento e os equipamentos da unidade.

A Secretaria Municipal da Saúde investiu R$ 2,6 milhões em equipamentos para as 109 unidades de saúde de Curitiba, que receberam macas ginecológicas, estetoscópios, canetas odontológicas de alta rotação, balanças digitais, espirômetros, eletrocauterizadores, eletrocardiogramas digitais, detectores cardíacos fetais, balanças pediátricas, entre outros aparelhos.

UPAs

Nas unidades de pronto atendimento (UPAs) também houve melhora em um indicador de satisfação dos usuários: as reclamações caíram 11% entre janeiro e outubro, em relação ao mesmo período de 2013.

A ampliação do horário de dez unidades de saúde, que passaram a operar até as 22 horas, possibilitou a diminuição da procura pelas UPAs, 24 horas, que precisam ter foco de atendimento nas urgências e emergências. “Paralelamente, houve maior integração e aproximação entre as equipes das unidades de saúde e UPAs de cada distrito, o que permitiu o encaminhamento dos casos mais simples para consultas marcadas em unidades”, diz Massuda.

Em relação às UPAs, os meses de janeiro a outubro registraram, na Central 156 e na Ouvidoria do SUS Curitiba, mais de 4 mil atendimentos. A contratação de novos médicos para as UPAs permitiu redução das horas extras executadas e a diminuição do tempo médio de espera para os casos de urgência e emergência, de 3 horas para 1h30min.

Problemas de saúde de pequena complexidade, que poderiam ser atendidos em unidades de saúde, ainda têm média de tempo de espera mais longa, o que explica a liderança no quesito demora no atendimento entre as reclamações referentes &a,grave;s UPAs. Por outro lado, costumam ser elogiados o atendimento profissional, recursos materiais e o fluxo de atendimento.