Foto: João de Noronha/O Estado

O supervisor Ronaldo Jares afirma, porém, que as obras já estão praticamente concluídas.

A liberação do tráfego na ponte sobre a represa do Capivari, prevista para o final deste mês, terá de ser adiada para meados de março. Segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), as chuvas no Paraná atrasaram a última etapa de obras – concretagem do último vão da ponte – em pelo menos 15 dias e vêm exigindo cuidados na execução, já que essa é a parte mais delicada da reconstrução da ponte.

Apesar disso, o DNIT está tomando medidas para agilizar as obras e promete iniciar a recuperação da ponte antiga, que atualmente abriga todo o tráfego, logo após a entrega da nova ponte. O supervisor da unidade local da 9.ª Unidade de Infra-Estrutura Terrestre (UNIT), órgão ligado ao DNIT, Ronaldo Jares, afirma que a obra já está praticamente concluída. O problema é que a chuva não está permitindo a cura do concreto. ?Antes de liberarmos a ponte, é preciso que atinja a rigidez necessária?, explica. No entanto, os pilares já estão reforçados, prontos para receber as vigas, e os guarda-corpos também já foram concretados.

Além disso, o engenheiro está providenciando a estrutura necessária para concluir a obra. ?Ontem (anteontem) mandei fazer um forro de pedra para dar suporte ao guindaste?, diz Jares, sobre o aparelho que será usado para levantar as vigas e não estava em condições de realizar o levantamento. A operação, bastante delicada, precisará então de mais um guindaste, que ficará na ponte velha. ?Mesmo assim, não vai ter incômodo ao motorista e o trânsito fica normal, em duas pistas.? O engenheiro prevê que o tráfego na nova ponte – que agora terá 40 metros a mais que a que desabou há pouco mais de um ano – será liberado em 15 de março.

Recuperação

Assim que o tráfego voltar ao normal na ponte reconstruída, começam as obras de conservação na ponte antiga. ?Vamos trocar as juntas de dilatação (que conectam a ponte à estrada) e os aparelhos de apoio (instalados entre a viga e o pilar)?, delimita. O material já passou do tempo máximo de uso, estipulado em dez anos.

As obras de revitalização durarão uma semana e, durante esse tempo, o tráfego sentido São Paulo-Curitiba será feito em meia pista. ?Vamos ter as duas pontes prontas até o fim de março?, espera Jares, dando um fim à expectativa de conclusão das obras na represa do Capivari, previstas inicialmente para terminar seis meses após o incidente que matou uma pessoa em janeiro do ano passado.