Ontem foi o dia de promover a paz em todo o mundo. Em Curitiba não foi diferente. Membros do Comitê da Marcha Mundial pela Paz e Não Violência que deve iniciar em outubro, na Nova Zelândia, e terminar em janeiro de 2010, passando por Curitiba no dia 22 de dezembro deste ano realizaram um ato na Boca Maldita, com o intuito de conscientizar a população sobre a paz e também para angariar membros para o Comitê curitibano.

Neste ano, a mobilização pela paz está focada no desarmamento e na instauração de tratados de não agressão em todo o mundo, um estímulo para o fim das guerras.

“Hoje fala-se muito que o Brasil é pacífico, mas sabemos que é um dos países onde mais ocorrem mortes com arma de fogo e é o sétimo produtor de armas no mundo”, comentou o porta-voz da Marcha no Paraná, Régis Garret.

Para ele, a questão nuclear deve ser discutida com muita seriedade. “Esse assunto é muito delicado. Desde a Guerra Fria criam-se aparatos nucleares que a gente nem imagina, como aqueles que são muito simples, podem ser carregados em maletas e provocar um estrago maior do que o da bomba atômica, por exemplo”, disse.

O ato de ontem ocorreu justamente porque foi o dia em que ocorreu a explosão da bomba atômica em Hiroshima, no Japão. Na Boca Maldita, os membros do Comitê colocaram cartazes com imagens e mensagens sobre o assunto.

Desde ontem, a Marcha seguirá um calendário mundial. A ideia é que organizações não-governamentais, organizações políticas e todos aqueles que quiserem promover a cultura da paz desenvolvam ações no mundo inteiro.

A campanha iniciou na localidade de Punta de Vacas, na Argentina, em outubro do ano passado. Desde então, várias iniciativas apareceram pelo mundo, como o ato de ontem em Curitiba.