Disputar a prova da maratona nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Esse é o sonho e o objetivo do atleta Allisson Rocha Peres, 23 anos, que é o atual campeão paranaense dos 10 mil metros, bicampeão brasileiro sub-23 da prova e dono de mais outros 100 troféus conquistados em todo o Brasil.

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A paixão pelo atletismo teve início há pouco tempo, quando Allisson tinha 19 anos, durante o serviço militar. Foi um sargento do 20º Batalhão do Exército, no Boqueirão, que descobriu o talento dele nas pistas. “Durante os treinamentos viram que tinha jeito pra coisa e resolveram me colocar na equipe do Exército. Depois disso comecei a gostar, me interessar e me aprofundar cada vez mais e fui crescendo do esporte”, conta o atleta, que ainda é soldado do Exército.

Hoje Allisson é especialista nas provas de 5 mil e 10 mil metros. Seu alvo é conseguir concluir a prova de 10 quilômetros em menos de 30 minutos. “O número 29 é o meu foco. Meu melhor tempo é 30 minutos e 26 segundos na prova, mas hoje treino para chegar na casa dos 29”, explica.

Além das provas de fundo, o atleta também já se aventurou em provas fora das pistas de atletismo. No início deste ano, ele participou de uma prova de Cross Country, na Sérvia. “Foi uma experiência muito positiva, já que é uma prova mais longa, com 12 quilômetros, e um piso totalmente diferente”, relata.

Gerson Klaina
Paixão pelo atletismocomeçou só há quatroanos, mas resultadosapareceram rápido.
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Apoio

A vida de Allisson é como a de qualquer atleta brasileiro quando o assunto é patrocínio. Atualmente ele conta com apenas com um pequeno aporte financeiro da prefeitura de Curitiba, o suporte técnico da Equipe Pé de Vento, da qual faz parte, e o apoio de um fisioterapeuta e uma empresa fabricante de suplementos alimentares. “Tem também as premiações das provas, que ajudam bastante, mas ainda não é o suficiente. Se não fosse a ajuda desse pessoal e dos meus pais, não sei se estaria correndo”, revela.

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O casal Amauri e Adenir Rocha Peres procuram apoiar o filho de todas as maneiras possíveis. “Eu procuro preparar os alimentos certos e necessários para a preparação dele. E tudo que a gente puder fazer, nós vamos fazer. Ele já mostrou que gosta do que faz e tem potencial. Então, por que não apostar?”, diz Dona Adenir. “A gente tenta ir a todas as provas, mas tem lugares que não dá para ir, então ficamos na torcida por aqui mesmo”, completa Seu Amauri.

À espera de patrocínio

Para disputar a maratona das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, Allisson afirma que está realizando um planejamento técnico. “Vou continuar correndo os 5 mil e 10 mil metros, mas até o fim do ano quero correr três meias maratonas. E assim vou evoluindo. Não posso aumentar a distância da prova, mas mudar meu treino e melhorar meu condicionamento. Então preciso seguir o planejamento para chegar à olimpíada”, diz.

Com o objetivo em mente, Allisson explica que o momento é continuar os treinos e esperar por melhores condições de patrocínio. “O meu trabalho eu estou fazendo. Vou continuar treinando em busca dos meus objetivos e espero contar com mais apoio para melhorar meu desempenho. Só se dedicando exclusivamente, com o apoio certo, se consegue os resultados. Vamos aguardar e continuar trabalhando”, conclui.

Gerson Klaina


Adenir: alimentos certos.