Um novo estímulo para os inventores paranaenses. Uma filial da Associação Nacional dos Inventores (ANI) será aberta em Curitiba a partir do mês que vem, para agilizar o registro de patentes de novos produtos e aumentar o espaço para que futuras criações sejam realizadas. O presidente da ANI, Carlos Mazzei, está em Curitiba para acertar os últimos detalhes para a abertura oficial da filial na cidade.

“Existem muitas pessoas com boas idéias em Curitiba, e acabamos não tendo contato com os inventores daqui. Queremos ampliar a atuação da associação, por isso estamos discutindo a abertura de um escritório na cidade”, explica.

A ANI funciona há dez anos em São Paulo, e faz um trabalho de apoio aos inventores ajudando a patentear a criação e colocando o produto no mercado, através de empresas que estejam interessadas. “Nosso escritório em São Paulo atende mais de duzentos inventores por mês e, a cada dois dias, um empresário nos procura para saber das inovações que estão aparecendo. Ou seja, são de quinze a vinte empresários por mês procurando um novo produto para ser colocado no mercado”, diz Mazzei.

Em Curitiba, o escritório da ANI será coordenado pelo inventor Jaime Decresi. Jaime está trabalhando em uma nova invenção, mas ainda não pode divulgar nada porque ela não está patenteada. “O que posso adiantar é que será uma solução para facilitar as compras via internet”, afirma.

Inovações

De acordo com os inventores, dois novos produtos estão para ser patenteados e revolucionarão a área de tecnologia no País. As criações foram desenvolvidas por inventores de Curitiba. “Ainda não podemos divulgar nada para não atrapalhar o processo de patente do produto, mas podemos assegurar que serão produtos inovadores”, diz Jaime.

O inventor Silvino Amaro, que faz parte da ANI, já patenteou sua invenção. Ele criou um dispositivo que soluciona os problemas de motoristas com o estepe. Segundo Silvino, uma experiência própria foi o ponto inicial para a criação do produto. “Tinha saído de férias e arrumei todo o carro para descer para a praia. No meio do caminho, um dos pneus furou e tive que pegar o estepe. Depois de retirar toda a bagagem do carro, percebi que o estepe estava murcho, e que não tinha como trocar o pneu. Depois dessa experiência resolvi investir em uma criação para esse problema”, explica. O produto é formado por duas mangueiras que são ligadas em um manômetro (dispositivo com ar) e na válvula do estepe. O manômetro fica posicionado acima das bagagens, e quando acontece algum problema, o motorista poderá observar pelo dispositivo se o estepe está murcho ou não. “Mesmo se o estepe estiver vazio, basta encher o pneu utilizando o manômetro”, explica.