A arquiteta Mirna Cortopassi Lobo foi homenageada no último mês de dezembro com uma das maiores honrarias que um profissional da área pode receber no Brasil. Ela foi selecionada entre os treze ganhadores da Medalha de Ouro Nacional, concedida pela comissão de mérito do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), durante a 61.ª Semana Oficial de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e o Congresso Nacional de Profissionais, que aconteceram no Maranhão. Este mês, Mirna foi novamente premiada, desta vez pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), com a Medalha e o Diploma de Mérito de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Paranaense.

Segundo a arquiteta, a premiação foi recebida com alegria e surpresa. "Sabia da medalha do Paraná, mas foi inesperado o telefonema me contando da medalha nacional", contou. A medalha nacional é concedida após a seleção feita nas indicações de todos os Creas regionais, assim como entidades de classe ligadas ao setor.

Para Mirna, o fato de seu trabalho ser bem amplo a ajudou na conquista do prêmio. Segundo ela, a arquitetura abre um grande leque de alternativas profissionais, indo desde objetos até cidade ou regiões. "Gosto muito de trabalhar com tudo isso", revelou, contando que foi pioneira no Brasil em trabalhos com geoprocessamento. "O Brasil utiliza essa tecnologia há uns cinco anos. Eu trabalho com geoprocessamento desde 1987".

Mirna sempre procura novas tecnologias em seu trabalho. "Acredito que minha grande contribuição para arquitetura no Brasil tenha sido ajudar a diminuir as distâncias tecnológicas entre o País e outros centros mais desenvolvidos", salientou. A arquiteta é mineira, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas mora em Curitiba há 25 anos. (Lawrence Manoel)