O diretor-superintendente da Autarquia Municipal de Saúde para Assuntos de Saúde de Apucarana, Dr. Ribamar Leonildo Maroneze, confirmou na última quarta-feira (30) como sendo positivo o laudo que registra o primeiro caso de dengue autóctone de 2008. A vítima, cuja notificação de suspeita foi feita no dia 14 de abril, foi um homem morador do Jardim Trabalhista. Segundo Maroneze, esse é o único caso confirmado este ano no município.
"Estamos levando ao conhecimento da comunidade para que os cuidados sejam redobrados. Temos o registro de um caso autóctone, ou seja, a doença foi contraída no próprio município e nenhum caso importado. Porém, temos um cenário alarmante no Brasil e em vários estados, o registro de epidemias. Os cuidados devem ser mantidos. O risco de novos casos não está descartado", afirma o diretor superintendente.
Ribamar explica que, apesar dos números apresentarem posição confortável, as atitudes não podem ser displicentes. "Estamos com equipes em alerta. O trabalho está sendo mantido. Em 2007 registramos nesse mesmo período 23 casos importados, 03 autóctones e 100 casos suspeitos. Hoje temos apenas um caso, mas elevamos de 100 no ano anterior para 110 casos suspeitos, este ano. Desses, 99 já foram descartados e outros dez estão no Laboratório Central (Lacen), em análise", explica.
Ele lembra à população que as regiões com casos suspeitos passam imediatamente pelo "bloqueio". "Nossas equipes fazem visitas, trabalhamos com as bombas costais e, nos lugares críticos, solicitamos o fumacê junto à Regional de Saúde. Reforço ainda que na região que foi confirmado o caso ? Jardim Trabalhista, os casos suspeitos já foram descartados", tranqüiliza Ribamar. "Nos próximos dias estaremos apresentando o Plano de Contingência para a Dengue. Ele poderá ser utilizado não só agora, como em vários anos", destaca.
Flávio Boiça, coordenador municipal de Combate a Endemias, revela que a cidade está livre de epidemia. "Porém, tendo em vista os índices de 2007, temos pela frente ainda cerca de 30 dias em alerta. Pedimos à comunidade que colabore. Façam à limpeza de seus quintais, casas, terrenos baldios e se souberem de algum lugar que esteja oferecendo risco à população, faça a sua denúncia. Juntos vamos combater a dengue", reforça.
Boiça explica que o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), revelou que o índice geral em Apucarana é 3,1%. "O Ministério da Saúde diz que o índice aceitável é de 1%. No extrato 2, que compreende a região do Posto do Catarina, João Paulo, Sol Nascente, Interlagos, Vila Regina, Vila Apucaraninha, Barra Funda e 28 de Janeiro o índice é de 5,2%. Já no extrato 5, região do Colégio Estadual Agrícola Manoel Ribas, Marissol, Colonial, Raposa, Adriano Correa e Recanto do Lago, o índice é de 1,1%", confirma Boiça.
Programa
Os agentes do programa se apresentam devidamente identificados com uniformes e crachás, adquiridos nesta administração. Eles orientam os moradores sobre a importância de verificar sempre caixas d?água, calhas, pratos de vasos de plantas, ralos, aquários, latas, garrafas, pneus e outros locais onde o mosquito pode se proliferar. Além do quadro de funcionários, o programa municipal de combate a dengue conta com 3 pick-up e 2 motocicletas. Quando o trabalho foi iniciado em 2001 eram apenas 6 pessoas, sem veículos, equipamentos e identificação.
Atualmente estão sendo realizados mutirões de limpeza em vários bairros da cidade. Além da limpeza as equipes fazem a distribuição de panfletos e orientações sobre como se prevenir da dengue. A Secretaria Municipal de Saúde dispõe ainda de um telefone para maiores informações: 422-5888 – ramal 239, no Disque ? Dengue.
Em Apucarana, o Programa Municipal de Combate a Dengue dispõe de cinco equipes com 60 agentes que atuam no controle do mosquito transmissor em toda a cidade. Uma equipe prioriza pontos estratégicos e fazem visitas a cemitérios, borracharias, ferro velho, reciclagens, entre outros locais.


