Foto: Ciciro Back/O Estado

José Lemos, presidente da APP.

Segundo a APP-Sindicato o governo estadual não vem investindo o que determina a lei na educação básica, que vai desde a educação infantil até o ensino médio. O presidente do sindicato, José Lemos, afirma que a situação vem se repetindo nos últimos anos. Em 1995 o percentual de investimento nesta modalidade de ensino era de 31,19% do volume de impostos arrecadados e em 2004, caiu para 22,89%. A lei exige a aplicação de pelo menos 25%.

Segundo José Lemos, o sindicato pediu para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômico (Dieese) analisar os dados conseguidos junto ao Tribunal de Contas, e chegou-se à conclusão de que o governo vem gastando menos do que deveria na educação básica. Foram analisados dados desde 1995 e constatou-se que o Estado vem aplicando menos recursos desde 1999. Por outro lado, a arrecadação vem aumentando. Cresceu neste período 300%, passando de R$ 2,3 bilhões para mais de R$ 7,7 bilhões.

Segundo Lemos, a defasagem de investimentos traz uma série de conseqüências negativas para a educação. A primeira delas é a falta de acesso. Hoje apenas 66% dos alunos que deveriam estar no ensino médio estão em sala de aula. Para o sindicalista, faltam escolas e transporte escolar.

Paralisação

Para amanhã, a APP-Sindicato programou uma paralisação parcial das aulas, cada uma vai durar apenas 30 minutos. Os professores vão se preparar para a paralisação geral que deve contar com a participação de docentes de todo o Estado no dia 28. Eles vão sair da Praça Santos Andrade e seguir até o Palácio do Governo.