A APP Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná) quer que a proposta do Plano de Cargos, Carreira e Salário seja modificada antes de ser encaminhada à Assembléia Legislativa. Segundo o presidente da APP Sindicato, professor José Lemos, a proposta apresentada pelo secretário estadual de Educação, Maurício Requião, na quarta-feira à noite, “traz sérios prejuízos à categoria.”

“A expectativa era que a reposição salarial fosse de 80%, conforme ele havia divulgado. Em vez disso, a reposição média é de 14% para quem já integra o quadro. Para quem era celetista e passou no concurso, não há reposição”, afirmou Lemos.

Com a proposta, o salário inicial do professor passaria de R$ 453,00 para R$ 480,00 (para 20 horas semanais), R$ 534,00 para R$ 540,00 para nível de licenciatura curta, R$ 585,00 para R$ 600,00 no caso de licenciatura plena e R$ 592,80 para R$ 645,00, no caso de professor com especialização.

Segundo Lemos, a proposta do governo modifica ainda o que já era garantido por lei. É o caso das férias, atualmente de 60 dias. Pela nova proposta, haveria 30 dias de férias e 30 de recesso, sendo que os professores poderiam ser chamados para curso de 15 dias. “As férias reduziriam de 60 para 45 dias”, explica. O avanço no quadro de carreira também é motivo de críticas: é que o percentual de acréscimo de um nível para o seguinte seria bem menor do que o atual, segundo Lemos.

Segundo o presidente da APP, o próprio secretário afirmou que não enviaria a proposta à Assembléia Legislativa e que algumas tabelas seriam corrigidas. Lemos anunciou que ontem à tarde voltaria a se reunir com o secretário, o que não aconteceu, já que Maurício Requião estaria no Palácio Iguaçu.

De acordo com Lemos, com o recurso de R$ 1,670 bilhão destinado à educação – R$ 370 milhões a mais do que no ano passado – seria possível conceder reajuste aos professores. Segundo ele, as perdas salariais somam 100%.

Na Secretaria Estadual de Educação ninguém falou a respeito.