Aposentados da aviação protestam no Afonso Pena

Aposentados da aviação com idade entre 60 e 80 anos, fizeram ontem uma manifestação pacífica no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Eles entregaram panfletos a quem passava pelo saguão do aeroporto e lembraram os dois anos de espera pelo restabelecimento de suas aposentadorias do fundo de pensão Aerus – Instituto de Seguridade Social. O ato fez parte de um manifesto que também ocorreu nas cidades de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.

Há dois anos, o governo federal, por meio da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), decretou a intervenção judicial do Aerus. O fundo sofreu intervenção por causa de uma série de irregularidades encontradas, o que prejudicou os rendimentos dos aposentados. Agora, os aposentados esperam mobilizar e agilizar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, onde o processo, que tem 18 volumes, está sendo julgado.

Os aposentados reclamam que se chegou a essa situação porque a Varig reteve contribuições e deixou de fazer os devidos depósitos no fundo de pensão. Acusam ainda o governo federal, que deveria ter fiscalizado as ações da empresa.

De acordo com o aposentado e coordenador do ato no Paraná, Ivan Martins, a Varig pode receber R$ 6 bilhões, dos quais os aposentados esperam o repasse imediato de R$ 3 bilhões. ?A Varig tem uma dívida muito grande com o fundo e assumiu o compromisso de repassar os recursos a nós quando os recebesse?, contou. Durante a espera nesses dois anos, cem beneficiários do fundo já faleceram. Com a intervenção do fundo Aerus, os aposentados dizem que muitos passam por necessidades de alimentação, moradia e saúde.

Em todo o Estado, são 90 aposentados da Varig que aguardam a decisão. No Brasil todo, esse número sobe para 6 mil, além de 9 mil ex-funcionários que foram demitidos em 2006 e que teriam dinheiro no fundo, segundo Martins.

Para tentar acelerar o julgamento no STF, os aposentados pediram a colaboração das pessoas para que enviem mensagens aos ministros do Supremo, cobrando uma decisão mais rápida.

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