O fenômeno de 3 de março de 2026 é um eclipse lunar total, apelidado de “apagão” pelo efeito visual da Lua na sombra da Terra. Embora existam alertas de tempestades solares da NASA para o período, não há previsão de um apagão elétrico global; o termo refere-se estritamente ao escurecimento do disco lunar no céu.

continua após a publicidade

Nesta terça-feira (3), entusiastas da astronomia em todo o mundo voltam os olhos para o céu para acompanhar a primeira Lua de Sangue do ano. O evento ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural.

O que é a “Lua de Sangue”?

Diferente do que o nome sugere, a Lua não desaparece totalmente. Durante a fase de totalidade, a atmosfera da Terra filtra a luz solar, deixando passar apenas as frequências de cor avermelhada. Esse fenômeno, conhecido como Dispersão de Rayleigh, projeta tons de cobre e vermelho escuro na superfície lunar.

Este evento de março também é conhecido por alguns como a “Lua de Sangue da Minhoca”, seguindo a tradição de nomes das luas cheias do hemisfério norte.

“Apagão da NASA”: Fake ou Real?

continua após a publicidade

Nas últimas semanas, o termo “apagão” viralizou de forma sensacionalista nas redes sociais. É importante separar o fato da ficção:

  • O “Apagão” Visual: A NASA utiliza dados para prever os 58 minutos de totalidade, momento em que a Lua “apaga” seu brilho branco habitual ao entrar na sombra da Terra (umbra).
  • A Tempestade Solar: Coincidentemente, uma tempestade solar de classe X4.2 está prevista para atingir a Terra na mesma data. Embora tempestades dessa magnitude possam causar interferências em comunicações e satélites, elas não têm relação direta com o eclipse e não devem causar um colapso na rede elétrica mundial.

Visibilidade no Brasil: Um desafio para os observadores

Infelizmente para os brasileiros, a maior parte do espetáculo ocorrerá quando a Lua já estiver abaixo do horizonte (após o amanhecer). A totalidade será visível plenamente apenas na América do Norte, Oceano Pacífico, Ásia Oriental e Austrália.

Como ver do Brasil?

  • Extremo Oeste e Norte: Algumas regiões poderão ver o início da fase parcial (a Lua parecendo “mordida”) muito cedo, antes do pôr da Lua. Veja mais detalhes no Observatório Nacional.
  • No Paraná: A observação será um desafio contra o relógio. A fase penumbral começa às 05h44, mas a fase parcial só inicia às 06h50, quando a Lua já estará extremamente baixa no horizonte oeste. Locais altos e com visão desimpedida para o oeste são essenciais.
Foto: Arquivo/Tribuna do Paraná.

Horário do eclipse lunar total março 2026

Fase do EclipseHorário (BRT)Observação no Brasil
Início da Fase Penumbral05h44Quase imperceptível a olho nu
Início da Fase Parcial06h50Lua muito baixa ou já posta na maioria das cidades
Início da Totalidade08h11Não visível (Dia claro)

O que acontece no dia 3 de março de 2026?

continua após a publicidade

Como a visibilidade física é limitada em território nacional, a melhor alternativa é a observação digital. Instituições renomadas realizarão transmissões ao vivo com imagens de telescópios localizados em regiões de visibilidade total:

  1. Observatório Nacional (Brasil): Cobertura com especialistas em português.
  2. Time and Date: Transmissão global com dados técnicos em tempo real.
  3. NASA TV: Imagens em alta definição e explicações científicas sobre a mecânica celeste.

Dica de Observação: Se você estiver no extremo oeste do país, procure um horizonte limpo às 06h45. Você terá poucos minutos para ver a sombra da Terra começar a tocar a Lua antes que ela se ponha.

Perguntas Frequentes sobre o Fenômeno de 3 de Março

1. O mundo vai ficar no escuro total (apagão elétrico) em 3 de março?

Não. O termo “apagão” está sendo usado de forma figurativa para descrever o eclipse lunar total, quando a Lua “apaga” seu brilho branco e fica avermelhada ao entrar na sombra da Terra. Não há qualquer previsão científica de interrupção de energia ou internet global.

2. O que a NASA disse sobre o “apagão”?

A NASA monitora o eclipse de 3 de março de 2026 como um evento astronômico de rotina. A confusão ocorre porque a agência também monitora o Ciclo Solar 25, que pode causar tempestades solares. Embora essas tempestades possam afetar satélites, elas não estão diretamente ligadas ao eclipse e não causam um “apagão” do planeta.

3. Que horas começa o eclipse no Brasil?

No horário de Brasília, a fase penumbral começa às 05h44 da madrugada. A fase parcial (quando a Lua começa a ser “coberta”) inicia às 06h50. No entanto, para a maior parte do Brasil, a Lua já terá se posto ou o Sol já terá nascido neste horário, dificultando a visão.

4. A “Lua de Sangue” será visível no Paraná?

Apenas o início da fase parcial poderá ser visto por poucos minutos, muito baixo no horizonte oeste, entre 06h40 e 06h55. Moradores de cidades como Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu precisarão de um horizonte sem prédios ou montanhas para observar o fenômeno antes do pôr da Lua.

5. É perigoso olhar para o eclipse lunar?

Não. Diferente do eclipse solar, o eclipse lunar é totalmente seguro para os olhos. Você não precisa de filtros ou óculos especiais para observar a Lua de Sangue; pode usar binóculos ou telescópios comuns para ver os detalhes da sombra terrestre.

6. Quando será o próximo eclipse lunar total visível no Brasil?

Se você perder este, o próximo eclipse lunar total com excelente visibilidade em todo o território brasileiro ocorrerá em 31 de dezembro de 2028, uma rara “Lua Azul de Sangue” na noite de Réveillon.