O prefeito de Curitiba, Beto Richa, e o governador em exercício, Hermas Brandão, assinaram ontem o edital de licitação para implantação do Anel Viário de Curitiba, que promete desafogar o trânsito no centro da cidade. O anel consiste em um binário envolvendo 26 ruas que ligam os bairros ao centro, adequadas em dois sentidos (horário e anti-horário). As obras custarão R$ 19,2 milhões e devem ficar prontas em seis meses após a conclusão da fase de licitação. O financiamento será feito pelo Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), do governo do Estado.
O projeto promete diminuir o tempo de deslocamento entre os bairros intermediados pelo centro, evitando a lentidão na área. Com extensão de 24,9 quilômetros (11,8 quilômetros no sentido horário e 13,1 no anti-horário), passará pelos bairros Rebouças, Alto da XV, Alto da Glória, Mercês, Centro Cívico, Bom Retiro, Batel e Água Verde. Os caminhos alternativos serão indicados ao motorista que quiser se deslocar de forma contínua entre um bairro e outro.
A execução do anel prevê, além da adaptação das ruas e avenidas, obras de pavimentação em 9,4 quilômetros de ruas, alargamento de 5,9 quilômetros de vias, recapes de 79 cruzamentos, adequação de 4,2 quilômetros de calçadas e implantação de sinalização horizontal e vertical. Serão ainda implantados ou substituídos 197 semáforos (25% do total existente na cidade). Para este fim, será destinado metade dos recursos da obra, uma vez que o novo sistema implantado contará com os chamados semáforos inteligentes. ?Serão ligados ao Centro de Controle de Tráfego, que contará com uma central para gerenciar os novos módulos de semáforos. São 29 conjuntos de 4 semáforos cada, com infra-estrutura de subsolo para detectar o volume de tráfego. Dependendo do trânsito no Anel Viário, poderão prolongar ou reduzir a amplitude do sinal verde, dentro de um limite máximo?, explica o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Henrique Fragomeni. ?A onda verde será um dos principais fatores positivos do deslocamento no anel?, afirma.
De acordo com Fragomeni, a implantação do anel implicará no aumento da velocidade média no centro da cidade, que hoje é de 15 a 20 km/h. ?Estimamos que pode chegar a 30 km/h, mas não deixamos de priorizar a segurança do pedestre. Na Rua Teffé, por exemplo, onde os comerciantes estavam apreensivos por causa da intensa circulação de pessoas a pé, pensamos juntos em uma solução para que a implantação não ameaçasse a movimentação?, cita.
Pavimentação
Richa e Brandão também autorizaram ontem a abertura de licitação no valor de R$ 12 milhões do FDU para pavimentação e calçamento de sete ruas (Alagoas, Laudenino Ferreira Lopes, Simão Brante, Francisco Timóteo de Simas, Clóvis Beviláqua Sobrinho, Gonzaga de Campos e José Carvalho de Oliveira) e da Avenida Anita Garibaldi, no trecho entre as ruas Nilo Brandão e Carmelita Cavassin. A extensão total da obra é de 7,15 quilômetros de vias.


