Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) estão ameaçando entrar novamente em greve a partir da próxima quarta-feira. A alegação dos servidores é o descontentamento com a negociação salarial, que vem se arrastando desde o mês de agosto.

De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Nilson Rodrigues dos Santos, a proposta oferecida pela empresa fica aquém do que os trabalhadores desejam.

“Os Correios insistem com a proposta de reajustar em 6,37% e não apresentam outra sugestão. Nós pedimos 7,22% e um aumento real de R$ 200 no salário. Queremos ainda que o piso salarial passe de R$ 603 para R$ 1.190, licença-maternidade de 180 dias e mais segurança nas agências que trabalham como banco postal”, informa.

O secretário-geral diz também que o indicativo de greve já foi aprovado em uma reunião na quinta-feira e que haverá duas assembléias, na segunda e terça-feira próximas. Caso as partes não cheguem a um acordo, os funcionários entrarão em greve a partir da 0h de quarta-feira.

A assessoria de comunicação dos Correios informa que, por enquanto, nenhuma atitude será tomada, uma vez que as negociações estão em andamento. A proposta da empresa inclui aumentar o valor do vale-refeição de R$ 17 para R$ 18,50 (8,8%) e do vale-cesta de R$ 100 para R$ 110 (10%).

Caso a greve ocorra, será a terceira só neste ano. As duas paralisações anteriores aconteceram em abril e julho e, segundo o Sintcom, só existiram porque o governo e a empresa não teriam cumprido um acordo que previa a implantação do adicional de periculosidade ao salário dos carteiros.